Obama diz que veto a gays nas Forças Armadas irá acabar em seu governo

Mesmo após ter sido derrubada por juíza da Califórnia, medida 'don't ask, don't tell' ainda é mantida

estadão.com.br,

14 de outubro de 2010 | 18h36

WASHINGTON- O presidente Barack Obama afirmou nesta quinta-feira, 14, que a política "don't ask, don't tell", que proíbe homossexuais de servirem abertamente nas Forças Armadas dos Estados Unidos, irá acabar durante o seu governo.

 

Falando em um encontro de jovens, o governante disse acreditar que qualquer um que queira servir como militar deve poder fazê-lo, independentemente de sua orientação sexual.

 

No entanto, Obama ressaltou que não pode acabar com a medida com uma ordem executiva e com o Congresso trabalhando contra esse sentido.

 

O presidente não discutiu a responsabilidade de sua administração em uma ordem de uma juíza da Califórnia que iria permitir que gays e lésbicas servissem abertamente.

 

O Departamento de Justiça americano pediu que a medida que veta os homossexuais nas Forças Armadas fosse mantida enquanto uma apelação contra a decisão do magistrado californiano tramita.

 

Legislação

 

A política do Don't ask, don't tell exige que militares gays mantenham sua orientação sexual em segredo, sob pena de expulsão.

 

Essa legislação foi aprovada pelo Congresso em 1993, em substituição a uma lei anterior que proibia completamente a presença de homossexuais nas Forças Armadas americanas.

 

A juíza Virginia Phillips considerou a política do Don't ask, don't tell inconstitucional, por violar os direitos de liberdade de expressão dos militares homossexuais.

 

No início do ano, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, anunciou a criação de um grupo de trabalho formado por representantes civis e militares para estudar os efeitos que uma revisão da atual política teria sobre as Forças Armadas. O grupo deve apresentar suas conclusões em dezembro.

 

Com AP e BBC

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