Stephen Crowley/The New York Times
Stephen Crowley/The New York Times

Obama e aliados vão coordenar resposta à Rússia com mais sanções

Líderes europeus e dos EUA consideram que Moscou descumpriu o acordo feito em Genebra

O Estado de S. Paulo,

25 de abril de 2014 | 13h34

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e quatro líderes aliados europeus concordaram nesta sexta-feira, 25, que a Rússia fracassou em cumprir os termos do acordo de paz sobre a Ucrânia feito em Genebra e vão coordenar uma resposta para "impor custos" à Rússia, informou a Casa Branca.

"O presidente afirmou que os Estados Unidos estão preparados para impor sanções específicas para responder às últimas ações da Rússia", disse a Casa Branca em comunicado após a teleconferência de Obama com o presidente da França, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, o premiê italiano, Matteo Renzi, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

Pelo acordo firmado na semana passada em Genebra pela Rússia, Ucrânia, UE e EUA, os grupos armados ilegais deveriam se desarmar e desocupar prédios públicos no leste ucraniano.

"Os líderes concordaram em trabalhar juntos, e por meio do G7 e da União Europeia, para coordenar passos adicionais para impor custos à Rússia. Os líderes reforçaram que a Rússia ainda pode escolher uma resolução pacífica para a crise, incluindo a implementação do acordo de Genebra", disse a Casa Branca.

Mais cedo, Obama disse que iria procurar certificar-se que os principais líderes europeus compartilhassem sua visão. "O que é importante também é preparar o terreno para que, se e quando virmos um aumento ainda maior da tensão, talvez até mesmo uma incursão militar da Rússia na Ucrânia, que estejamos preparados para o tipo de sanções setoriais que teriam consequências ainda maiores."

Sanções setoriais referem-se a medidas punitivas mais amplas visando partes específicas da economia russa, como os setores de defesa ou de energia.

Em um sinal da crescente preocupação com a Ucrânia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, emitiu um alerta cifrado para a Rússia não invadir o país vizinho. A Rússia tem cerca de 40 mil soldados na sua fronteira com a Ucrânia, sendo que alguns realizaram exercícios militares na quinta-feira 24.

"Depois do movimento ameaçador de tropas russas na direção da fronteira com a Ucrânia, deixem-me ser claro: se a Rússia continuar nessa direção, não será apenas um grave erro, será um erro caro", disse ele num pronunciamento convocado às pressas no Departamento de Estado.

Os EUA acusam a Rússia de apoiar separatistas no leste ucraniano como parte de uma tentativa deliberada de desestabilizar a região, prejudicar as eleições do mês que vem e exercer uma maior influência sobre Kiev./ REUTERS

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