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Obama e Congresso buscam acordo para pacote econômico

Senadores republicanos dos Estados Unidos aceitaram nesta quinta-feira a proposta do presidente Barack Obama para buscarem um acordo ao plano de estímulo à economia que pode custar 900 bilhões de dólares, valor inflacionado pelos cortes de impostos. O Senado deve começar a discutir o plano na próxima semana, após a aprovação pela Câmara, na quarta-feira, de um plano relativamente menor, sem o apoio de nenhum republicano. "Nós esperamos oferecer emendas para melhorar esta crítica legislação", disse o líder republicano no Senado Mitch McConnell. O Congresso se apressa em cumprir o prazo de meados de fevereiro estipulado por Obama para aprovar a lei. Na Câmara, o custo estimulado da lei foi de 825 bilhões de dólares, mas pode chegar a 819 bilhões de dólares se contado o futuro impacto no déficit. A proposta no Senado, com componentes diferentes em relação aos impostos, pode chegar a 900 bilhões de dólares. A divisão na Câmara levou a Casa Branca a repetir pedidos para a cooperação entre partidos tão desejada por Obama. "O presidente continuará a conversar com os republicanos. Ele fez isso ontem à noite, mesmo após a votação", disse o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs ao programa "Good Morning America", da ABC. Republicanos do Congresso estavam entre os convidados da Casa Branca após a Câmara aprovar a medida. MAIS CORTES DE IMPOSTOS McConnell disse que o objetivo principal para os senadores republicanos será aumentar a quantidade de corte de impostos no pacote, até que componha 40 por cento da medida, com o resto destinado a gastos emergenciais. Na medida aprovada pela Câmara, quase 33 por cento são destinados ao corte de impostos -- não tão diferente do plano de McConnell. A fórmula do líder republicano no Senado contrasta com o que muitos congressistas republicanos desejavam: somente cortes de impostos e nenhum novo gasto para estimular a economia, em recessão há mais de um ano. O Senado irá começar a debater na próxima semana com novos números que ressaltarão a terrível situação da economia norte-americana. Na sexta-feira, o governo divulgará novas estimativas do Produto Interno Bruto dos EUA. Economistas avaliam que a economia sofreu uma contração de 5,4 por cento no ano passado, o que seria a pior performance desde 1982, Dados divulgados nesta quinta-feira revelaram que o número de desempregados nos Estados Unidos em busca de benefícios atingiu nível recorde em janeiro, e novos pedidos para produtos de bens-duráveis caiu pelo quinto mês consecutivo em dezembro, enquanto as vendas de novas casas para famílias despencaram e atingiram os menores níveis desde que os levantamentos começaram, em 1963.

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