Charles Dharapak/Associated Press
Charles Dharapak/Associated Press

Obama é criticado nos EUA por se curvar a imperador japonês

Conservadores alegam que reverência sugere que os americanos se enfraqueceram com novo presidente

Agência Estado,

16 Novembro 2009 | 15h27

Novas imagens do presidente Barack Obama se curvando diante do imperador do Japão enfureceram críticos nos Estados Unidos. Segundo eles, o líder americano deveria se manter em uma postura ereta quando representa os EUA no exterior.

Obama estave na China nesta segunda-feira, 16, em mais uma etapa de seu giro pela Ásia. Mas os analistas locais avaliavam se o presidente dos EUA tinha cometido um erro, quando dois dias antes fez uma grande reverência, curvando-se diante do imperador do Japão, Akihito.

Programas que tratam de política repetiram várias vezes a cena. "Eu não sei porque o presidente Obama pensou que isso era apropriado", indagou no domingo o conservador William Kristol, em entrevista ao canal Fox. "Mas não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro", disse. Segundo Kristol, esse gesto sugere que os EUA tornaram-se fracos ou excessivamente reverentes sob Obama.

"É feio. Eu não quero ver isso", afirmou outro conservador, Bill Bennett, na CNN. "Nós não fazemos reverência a imperadores. Nós não fazemos reverência a reis ou imperadores", disse ele.  

 

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Alguns conservadores compararam a cena com um encontro entre o imperador japonês e o então vice-presidente Dick Cheney. Em 2007, Cheney cumprimentou Akihito com um forte aperto de mão, sem se curvar. Outros ainda lembraram o fato de antes Obama ter se curvado diante do rei da Arábia Saudita, Abdullah, durante um encontro do G-20 em abril.

A viagem do presidente à Ásia ocorreu com menos de um ano de Obama no cargo. A meta do giro é reafirmar o poder americano na região, cada vez mais influenciada pela China. Em casa, porém, o fato de Obama se curvar diante do imperador parece ter capturado a maior parte da atenção dada à iniciativa.

O gesto contrariou os críticos que afirmam que, com Obama, os EUA desistiram de seu papel como superpotência ao pedir muitas desculpas e demonstrar muita reverência a outros líderes mundiais.

Algumas vozes, porém, se dispuseram a defender Obama. "Eu acho que foi um gesto de gentileza", disse a ativista democrata Donna Brazile. Segundo ela, o que ocorreu foi apenas uma mostra de "boa vontade entre duas nações que se respeitam".

Um funcionário do governo Obama disse que apenas foi respeitado o protocolo. A fonte, que pediu anonimato, notou que a politização do gesto foi despropositada e que a posição e status dos EUA no Japão não ficaram em nada ameaçados com a visita.

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