Obama e Hu discutem economia e Coreia do Norte

O presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu o seu colega chinês, Hu Jintao, com a pompa de uma visita formal de Estado, nesta quarta-feira, em que devem enfrentar divergências renitentes em relação à Coreia do Norte e os desequilíbrios econômicos bilaterais.

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

19 de janeiro de 2011 | 13h15

Não se prevê que a visita de Hu resulte em grandes avanços nos pontos de discórdia principais, mas EUA e China planejavam anunciar um acordo para fomentar a cooperação na segurança nuclear, disse um representante dos EUA na quarta-feira.

Os dois presidentes prometeram uma cooperação mais forte entre seus países, as duas maiores economias do país, em um esforço para reduzir as tensões do ano passado em torno de direitos humanos, Taiwan, Tibete e o grande déficit comercial dos EUA relativo à China.

Alguns setores em Washington e Pequim estão encarando a cúpula dos dois presidentes como um teste de quão bem as duas potências poderão trabalhar juntas, em um momento em que as ambições da China crescem proporcionalmente com sua expansão econômica acelerada.

Antevendo o encontro, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu mais cooperação da China com relação ao programa nuclear da Coreia do Norte e o "comportamento de provocação" desse país, dizendo também que o governo dos EUA está pressionando Pequim "fortemente para que suas entidades obedeçam as sanções da ONU contra o Irã".

"Temos uma responsabilidade especial, por sermos a primeira e a segunda maiores economias", disse Clinton à TV chinesa. "Temos responsabilidades especiais devido à ameaça que os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã representam à estabilidade do mundo."

Hu vem relutando em ceder às exigências dos EUA de que a China intensifique a pressão sobre a Coreia do Norte, sua aliada, para que abandone suas ambições nucleares, depois de a Coreia do Norte ter alarmado a região ao lançar ataques contra uma ilha sul-coreana e afirmado ter feito avanços no enriquecimento de urânio, algo que pode lhe proporcionar uma segunda maneira de produzir armas nucleares.

Pequim tem reagido mal às exigências dos EUA de que sua moeda, o yuan, seja valorizada mais rapidamente, algo que deixaria os produtos chineses relativamente mais caros, possivelmente ajudando a reduzir o superávit comercial da China com os EUA, avaliado por Washington em 270 bilhões de dólares.

Parlamentares dos EUA estão impacientes por resultados, e um resultado insatisfatório do encontro entre os dois presidentes pode aumentar a pressão do Congresso sobre a China em relação ao déficit comercial e para castigar a China por manipular sua moeda.

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick e Caren Bohan em Washington, Ben Blanchard e Sui-Lee Wee em Pequim)

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