Obama e Karzai reiteram 'boas relações' entre EUA e Afeganistão

Presidentes admitem que há desacordos, mas lações entre os países 'são os melhores em anos'

estadão.com.br

12 Maio 2010 | 14h27

 

WASHINGTON - Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e do Afeganistão, Hamid Karzai, ressaltaram as boas relações entre os países nesta quarta-feira, 12, embora tenham admitido a existência de desacordos e a necessidade de que o país asiático "faça mais" por seu futuro e segurança.

 

Em declarações após se reunirem na Casa Branca, Obama considerou exagerados os relatos sobre as tensões vividas entre ambos os países. Segundo o americano, "sempre haverá desavenças, mas ambos compartilham de uma estratégia". Obama ainda reiterou o compromisso "forte, estável e próspero" dos EUA com os afegãos.

 

Karzai respaldou as declarações de Obama ao dizer que as relações entre as nações são as mais sólidas dos últimos anos. O afegão admitiu que houve desentendimentos, mas disse que eles não constituíram um desenvolvimento negativo e concordou com o americano. "Estamos muito mais bem relacionados do que em qualquer momento anterior a este", disse o afegão no seu terceiro dia de visita aos EUA.

 

O principal assunto tratado entre os presidentes foi a situação da segurança no Afeganistão, onde os EUA lideram uma guerra há quase nove anos. Obama se mostrou confiante de que o início da retirada das tropas americanas do país asiático começará em julho de 2001, como o planejado, mas admitiu que até lá ainda haverá muitas "batalhas difíceis".

 

O líder americano disse ter percebido sinais consistentes de progresso desde que o número de soldados americanos enviados ao Afeganistão aumentou, mas alertou que os EUA devem se comprometer com uma parceria de longo prazo com os afegãos.

 

Obama também assumiu a responsabilidade pela morte de civis no Afeganistão e disse repudiar os ataques das forças internacionais no país que provocam tais mortes. "Afinal, sou responsável, assim como o general (Stanley) McChrystal, quando alguém que não está no campo de batalha acaba morto. É algo que devo assumir, como qualquer pessoa envolvida em uma ação militar", disse o presidente americano.

 

"Queremos reduzir o número de vítimas civis, não só porque é um problema para o presidente Karzai. Queremos reduzir esse número porque não quero que pessoas inocentes morram. E faremos tudo o que estiver no nosso alcance para que isso ocorra", completou Obama.

 

Mesmo com o assunto delicado da morte de civis, que foi levantado por Karzai, Obama afirmou que seu encontro com o líder do Afeganistão era "a reafirmação da amizade entre os americanos e os afegãos. O americano se disse "mais convencido que nunca" de que, juntos, obteriam sucesso na estabilização do país asiático.

 

Com informações das agências Reuters, AP e Efe

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