Obama e Raúl trocam cumprimento histórico em funeral de Mandela

Presidentes dos Estados Unidos e de Cuba apertaram as mãos antes de discursarem em memorial

O Estado de S. Paulo,

10 de dezembro de 2013 | 09h52

JOHANESBURGO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumprimentou o presidente cubano, Raúl Castro, durante o funeral de Nelson Mandela nesta terça-feira, um gesto sem precedentes entre líderes dos dois países que permanecem em impasse diplomático por mais de meio século. Castro sorriu enquanto Obama apertou sua mão a caminho do púlpito onde discursa em homenagem a Mandela.

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No discurso, no entanto, Obama criticou líderes que dizem partilhar do legado de liberdade de Madiba, mas não toleram discordâncias de seu próprio povo.

Raúl, por sua vez, ressaltou em seu discurso a proximidade entre Mandela  a Revolução Cubana, que inspirou a luta do Congresso Nacional Africano (CNA) contra a apartheid e lembrou a visita de Madiba a Cuba em 1991.

O gesto, apesar de histórico, não é inédito. No ano 2000, o líder cubano Fidel Castro cumprimentou o então presidente americano, Bill Clinton, em um evento das metas do milênio da ONU, em Nova York.

A diferença é que o cumprimento de 13 anos atrás ocorreu longe dos holofotes. À época, a Casa Branca hesitou em confirmar o aperto de mãos, que partiu de iniciativa de Fidel e foi retribuído por Clinton.  / REUTERS

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