Obama elogia eleição afegã, mas alerta para violência

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta sexta-feira a eleição no Afeganistão como um passo no caminho certo, mas alertou que a violência pode continuar à medida que os resultados oficiais são apurados.

REUTERS

21 de agosto de 2009 | 16h20

"Esse foi um importante passo nos esforços do povo afegão para assumir o controle de seu futuro, mesmo que os extremistas violentos tentem ficar no caminho", disse Obama na Casa Branca.

"Ao longo dos últimos dias, particularmente ontem, nós temos visto atos de violência e intimidação pelo Taleban, e podem haver mais nos próximos dias", acrescentou.

Obama elogiou os milhões de afegãos que compareceram para votar na quinta-feira, mesmo com a ameaça de violência.

"Eu estava impressionado com a coragem deles diante da intimidação e da dignidade deles diante da desordem", afirmou.

"Há um claro contraste entre os que buscam controlar o próprio futuro através das urnas com aqueles que matam para evitar que isso aconteça".

Obama disse que os Estados Unidos não apoiaram um candidato específico na eleição, e prometeu continuar trabalhando para fortalecer a segurança e a governabilidade no Afeganistão após a divulgação dos resultados eleitorais.

Os comitês do atual presidente afegão Hamid Karzai e de seu principal oponente Abdullah Abdullah diziam ambos que haviam vencido a disputa.

A eleição é um importante teste para Karzai após oito anos no cargo e para a nova estratégia regional de Obama para derrotar o Taleban e estabilizar o Afeganistão.

"Nossa meta é clara: parar, desmantelar e derrotar a Al Qaeda e seus aliados extremistas. Essa meta vai ser alcançada", disse Obama.

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