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Obama elogia esforços antidrogas do México e pede reforços

Em sua primeira visita a um país latino-americano, presidente dos EUA foca questões de segurança na fronteira

Reuters e Efe

16 de abril de 2009 | 19h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira, 16, no México, em sua segunda grande viagem ao exterior desde a posse, que dará um forte apoio ao governo mexicano na sua luta contra as quadrilhas de narcotraficantes que agem na fronteira comum. Esta é a primeira vez que Obama visita um país latino-americano em sua vida. No final da semana, ele participa em Trinidad e Tobago da Cúpula das Américas. Desde a posse, ele fez uma rápida visita ao Canadá, e no começo deste mês, atravessou o Atlântico para cúpulas do G-20 e da Otan, entre outros compromissos.

 

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"Num momento em que o governo mexicano tão corajosamente enfrenta os cartéis de drogas que assolam ambos os lados da fronteira, é absolutamente crítico que os Estados Unidos se juntem como um parceiro completo no trato desse assunto", disse Obama em uma cerimônia de boas vindas. Funcionários da Casa Branca destacaram o simbolismo da visita de Obama ao México, cujo governo tenta conter uma onda de violência sem precedentes, que já provoca reflexos nos EUA.

"Acho que o presidente (Felipe) Calderón fez um trabalho excelente e heróico em lidar com o que no momento é um grande problema com os cartéis de drogas ao longo das fronteiras", disse Obama à CNN em espanhol. Ele também deve discutir questões econômicas e energéticas com Calderón na sexta-feira na Cidade do México, antes de ambos embarcarem para Trinidad.

Obama espera melhorar as relações com o México e com a América Latina em geral, depois de uma deterioração nas relações que seus assessores atribuem ao descaso do governo de George W. Bush com a região. Na quarta-feira, cerca de 12 pessoas morreram em um tiroteio entre soldados e supostos traficantes no sul do México. No ano passado, a violência entre quadrilhas e os confrontos destas com as forças de segurança deixaram cerca de 6.300 mortos.

Mas Calderón disse à rede norte-americana NBC que "absolutamente não" está perdendo a guerra contra as drogas. O governo Obama também está reforçando a segurança na fronteira com o México a fim de evitar o contrabando de armas, e pretende enviar helicópteros Black Hawk para ajudar os esforços de Calderón.

 

TRÁFICO DE ARMAS

 

Obama também anunciou que pedirá ao Senado americano a aprovação de um tratado interamericano contra o tráfico de armas, com o objetivo de endurecer a luta contra os cartéis de drogas. O tratado, surgido na Organização dos Estados Americanos (OEA), foi assinado pelo então presidente Bill Clinton em 1997, mas o Senado nunca chegou a ratificá-lo.

 

"Devemos trabalhar juntos para conseguir um crescimento econômico sustentável, que se produza de baixo para cima, a fim de que todos, especialmente os jovens, possam alcançar seu potencial", destacou Obama. Por sua vez, Calderón relacionou a violência ao desenvolvimento.

 

Segundo ele, seu governo "enfrenta com firmeza o custo do desenvolvimento do país, entre eles de fazer do México um país maia seguro". Obama também pediu uma maior colaboração em temas como a mudança climática e a luta contra o terrorismo.

 

"O México não só é um líder regional, já é um líder global, como demonstra sua participação no Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes), e como tal é protagonista na tomada de decisões sobre problemas que não podem ser resolvidos por um só país", concluiu Obama.

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