Obama elogia militares egípcios e critica governo do Irã

O presidente norte-americano, Barack Obama, criticou o governo iraniano na terça-feira pela repressão aos manifestantes da oposição, num forte contraste com os militares egípcios, mais moderados ao lidar com a revolta no Egito.

REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 15h38

"Considero irônico você ter o regime iraniano fingindo comemorar o que aconteceu no Egito, quando na verdade eles agiram de forma contrária ao que ocorreu no Egito, atirando e batendo nas pessoas que tentavam se expressar de modo pacífico", disse Obama numa entrevista coletiva na Casa Branca.

Obama afirmou que os novos governantes militares do Egito --que assumiram na semana passada depois da renúncia do presidente Hosni Mubarak em meio aos protestos populares- têm enviado os "sinais corretos" sobre avançar em direção à democracia após três décadas de governo autocrático.

Ele, no entanto, criticou duramente o governo do Irã, que reprimiu uma manifestação da oposição na segunda-feira inspirada nos levantes do Egito e da Tunísia e expressou solidariedade aos manifestantes iranianos.

"Minha esperança e expectativa é de continuarmos a ver as pessoas do Irã tendo a coragem de ser capaz de expressar o seu anseio por uma liberdade maior e por um governo mais representativo", afirmou Obama.

Mas Obama, que liderou os esforços internacionais para impor sanções a Teerã por causa do programa nuclear daquele país, insistiu que os EUA "no final das contas, não podem ditar o que acontece dentro do Irã."

Na terça-feira, parlamentares iranianos pediram a pena de morte para os líderes da oposição que acusam de fomentar um levante, depois de um protesto na segunda-feira onde as forças de segurança entraram em confronto com manifestantes.

Ao menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas, informou a mídia estatal.

A manifestação iraniana reviveu os protestos populares que abalaram o país depois da eleição presidencial de 2009. Obama foi muito criticado por não ter demonstrado de maneira suficiente o apoio dos EUA à oposição iraniana.

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