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Obama escolhe Tom Daschle para secretário da Saúde, diz CNN

Ex-líder democrata no Senado apoiou presidente eleito desde o início da campanha e o encorajou a concorrer

Da Redação, com agências internacionais,

19 de novembro de 2008 | 15h32

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu o ex-líder democrata no Senado Tom Daschle para ser seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, informou a CNN nesta quarta-feira, 19, citando fontes próximas à equipe de transição de Obama. Daschle, da Dakota do Sul, apoiou Obama desde o começo de sua campanha, encorajando o senador de primeiro mandato a tentar a corrida presidencial. De acordo com fontes do Partido Democrata, citadas pela agência Associated Press, Daschle já teria aceitado o cargo.   Como veterano de Washington e do Capitólio, Daschle traz conhecimento sobre como levar em frente projetos de lei no Congresso. Ele tem um interesse particular pela saúde pública e é co-autor de um livro publicado neste ano, O que Podemos Fazer sobre a Crise no Sistema de Saúde. Ele representou seu Estado natal no Senado entre 1987 e 2004, quando foi derrotado na quarta tentativa de se reeleger.    Veja também: Bill Clinton ajuda para nomeação de Hillary  Obama deve indicar Eric Holder para Justiça O gabinete de Barack Obama Principais desafios de Obama  Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Desde então, Daschle atua como professor visitante na Universidade de Georgetown e trabalha no Centro para o Progresso Americano, um "think tank" do Partido Democrata. Segundo o jornal The New York Times, o político democrata também participa dos conselhos administrativos de três empresas de etanol e trabalha numa firma de advocacia em Washington, na qual, segundo a descrição das suas funções disponível na internet, "passa bastante tempo oferecendo conselhos estratégicos e políticos a seus clientes quanto à energia renovável."   Embora o anúncio não tenha sido formalizado, as fontes disseram que Daschle seguramente ocupará o cargo, a menos que ocorra alguma descoberta negativa durante a revisão dos seus antecedentes pela equipe de transição de Obama. Até agora, o único nome confirmado para a nova administração foi Rahm Emanuel como Chefe de Gabinete. Na terça-feira, a imprensa americana informou que Eric Holder foi escolhido para o Departamento de Justiça - a equipe de transição ainda não desmentiu nem confirmou a nomeação.   Outra possível indicação esperada para os próximos dias é Hillary Clinton para o Departamento de Estado. Desde que surgiu o rumor na última sexta-feira, nem Obama nem a senadora negaram. Segundo a imprensa americana, o grande obstáculo para a nomeação era decidir se haveria algum tipo de conflito de interesses com as atividades do ex-presidente e marido da senadora, Bill Clinton.   O ex-chefe de Estado se negava a revelar quem eram os doadores de sua instituição, mas nesta quarta-feira fontes ligadas à transição informaram que Clinton já estaria revelando os nomes para ajudar na nomeação de sua mulher. A possibilidade de Hillary assumir o cargo foi recebida com elogios por parte, inclusive, de importantes republicanos como o ex-secretário de Estado Henry Kissinger.   Outros cargos   O secretário do Tesouro terá na próxima Administração uma importância singular, por causa da gravidade da crise econômica no país. O ex-secretário do Tesouro durante o governo de Clinton Larry Summers era um dos nomes mais cotados para assumir a posição, mas esta candidatura parece ter perdido força nos últimos dias.   Para o Departamento da Defesa, uma das possibilidades mais divulgadas é a de que Obama optará por manter em seu posto o atual chefe do Pentágono, Robert Gates, durante um ano, para supervisionar o desenvolvimento dos conflitos no Iraque e no Afeganistão.  

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