Obama está otimista quanto à aprovação da reforma da saúde

Presidente dos EUA diz que as comissões do Congresso responsáveis pela reforma aprovaram versão do projeto

Efe,

17 de outubro de 2009 | 07h48

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado, 17, que, apesar de ainda haver pessoas que se opõem à reforma da saúde por interesses políticos, é cada vez maior a quantidade de médicos, trabalhadores, empresas, hospitais e até empresas farmacêuticas, além de democratas e republicanos, que admitem a urgência do projeto.

 

Veja também:

linkComissão de Finanças aprova pacote de saúde de Obama

 

No programa de rádio que apresenta aos sábados, Obama destacou o fato de, esta semana, a Comissão de Finanças do Congresso ter aprovado uma proposta de reforma que contou com o apoio de legisladores democratas e de um republicano. Ele disse ainda que, pela primeira vez, as cinco comissões do Congresso responsáveis pela reforma aprovaram uma versão do projeto. Neste momento, "estamos mais perto do que nunca antes estivemos na história de reformar o sistema de saúde", afirmou.

 

Porém, Obama ressaltou que "esta não é hora de complacência" e que "ainda há aqueles que querem matar a iniciativa a qualquer custo". Durante décadas, segundo o presidente, a cada vez que a reforma do sistema da saúde era abordada, "as empresas de seguros fizeram de tudo" para deter a iniciativa. Obama acrescentou que a falta de uma reforma no sistema de atendimento médico do país fez a população pagar caro por isso.

 

Na última década, disse o chefe de Estado, o custo das apólices de seguro dobrou, e, nos últimos anos, o dinheiro que o povo passou a gastar para ter um seguro médico aumentou em um terço. "Esta é uma situação insustentável, na qual as seguradoras querem nos manter", e, para isso, lançaram uma grande campanha para manter o "status quo", frisou.

 

"Elas estão enchendo as ondas (de rádio e televisão) com publicidade enganosa e desonesta. Estão inundando o Congresso com lobistas e contribuições de campanha. E estão financiando estudos concebidos para enganar o povo", denunciou Obama.

 

O presidente afirmou ser a favor do que considera um bom debate, mas avisou que não se curvará "diante daqueles que querem distorcer a verdade ou destruí-la com o objetivo de ganhar pontos políticos" e deter o progresso do país.

 

Por sua vez, o legislador republicano Kevin Brady disse que é um mito a premissa de que um sistema de atendimento médico controlado pelo Governo seria mais econômico. "Os americanos sabem que a intervenção do Governo faz com que os preços subam, e não diminuam", declarou.

 

"O plano que está sendo preparado em Washington dará ao Governo o poder de decidir que médicos poderemos visitar, que tratamento o Governo acha que você merece e, a partir daí, que remédio pode receber", afirmou o republicano. Ainda segundo Brady, esse plano "está cheio de impostos sobre os seguros de saúde, os tratamentos e as equipes, gastos que serão repassados aos pacientes".

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaEUAsaúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.