Obama estabelece nova meta para combate à Aids

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira intensificar os esforços do país na luta contra a Aids, e estabeleceu uma nova meta de oferecer tratamento para 6 milhões de pessoas no mundo todo - a meta anterior era de 4 milhões.

CAREN BOHAN, REUTERS

01 de dezembro de 2011 | 17h34

Em um evento no Dia Mundial da Aids, Obama também desafiou outros países a ampliar seus compromissos, e pediu à China que "se apresente" como um doador importante nos esforços para ampliar o acesso aos medicamentos.

"Podemos derrotar essa doença. Podemos ganhar essa luta. Só é preciso continuarmos hoje, amanhã, a cada dia, até chegarmos a zero", disse Obama, que também admitiu os méritos do seu antecessor, George W. Bush, no combate ao HIV.

"Precisamos continuar refinando nossa estratégia para salvarmos o máximo possível de vidas. Precisamos escutar quando a comunidade científica foca na prevenção", afirmou o presidente.

Ele também disse que os EUA adotarão como meta oferecer medicamentos antirretrovirais para mais de 1,5 milhão de soropositivas grávidas no mundo todo nos próximos dois anos.

Bush, que buscou fazer da luta contra o HIV/Aids uma das marcas da sua presidência, falou via satélite, da Tanzânia, aos participantes do evento promovido pela entidade ONE, voltada para o combate à pobreza e às doenças evitáveis, especialmente na África.

O ex-presidente disse que os EUA são "uma nação abençoada", e como tal têm a obrigação de apoiar programas que salvem vidas.

Entre os oradores estiveram também o vocalista do U2, Bono, a cantora Alicia Keys e o senador republicano Marco Rubio. O ex-presidente Bill Clinton, a exemplo de Bush, participou via satélite.

Obama também anunciou um aumento de 50 milhões de dólares nos gastos para o tratamento do HIV e da Aids nos Estados Unidos. A verba virá de recursos já existentes, sem necessidade de aprovação do Congresso, segundo um funcionário da Casa Branca.

Só 28 por cento dos 1,2 milhão de norte-americanos soropositivos estão com a infecção controlada, o que aumenta o risco de transmitirem o vírus, segundo uma pesquisa divulgada nesta semana pelo governo.

Parte do problema é que um em cada cinco adultos contaminados com o HIV nos EUA não sabe disso, e entre os que sabem apenas metade recebe tratamento adequado, segundo o relatório.

Ao contrário do que ocorre com questões fiscais, republicanos e democratas demonstram concordar a respeito das medidas necessárias para o combate à doença.

"Olhem para trás e vocês verão que republicanos e democratas no Congresso consistentemente se unem para financiar essa luta", disse Obama. "Isso é um testemunho sobre os valores que partilhamos como norte-americanos, um compromisso que se estende para além das divisões partidárias, e que é demonstrado pelo fato de o presidente Bush e eu estarmos hoje aqui com vocês."

(Reportagem adicional de Jeff Mason e Michele Gershberg)

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