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Obama estuda dialogar com Hamas, diz jornal

Iniciativa noticiada pelo 'Guardian' seria reversão da política de Bush para o grupo islâmico palestino

BBC Brasil, BBC

09 de janeiro de 2009 | 09h50

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está disposto a iniciar um diálogo com o grupo palestino Hamas, de acordo com reportagem publicada na edição desta sexta-feira do jornal britânico, The Guardian. O diário diz ter ouvido três integrantes da equipe de Obama cientes de discussões visando a abertura de um canal de negociação com a organização islâmica.   "Não se fala em Obama aprovar negociações diplomáticas diretas com o Hamas cedo, mas ele está recebendo recomendações de assessores para iniciar aproximações a nível de baixo escalão ou clandestinas", disse o jornal. "Um caminho já testado seria começar os contatos através (...) dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, similar ao processo secreto pelo qual os Estados Unidos abordaram a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) na década de 70", afirma a reportagem. "Israel não ficou ciente dos contatos até muito depois."   A estratégia, se confirmada, significaria o abandono da política de isolamento adotada pelo presidente George W. Bush para o Hamas. Segundo o Guardian, "Richard Haass, um diplomata que serviu durante os governos dos dois presidentes Bush citado por várias organizações noticiosas nesta semana como a escolha de Obama para enviado ao Oriente Médio, apoia contatos de baixo escalão com o Hamas desde que exista um cessar-fogo e uma reconciliação entre o Hamas (que controla a Faixa de Gaza) e a Fatah (facção rival que controla a Cisjordânia)".   O jornal diz que "há várias opções que evitariam um cenário politicamente tóxico para Obama de parecer dar legitimidade ao Hamas" ao abrir diálogo. "Você pode fazer alguma coisa através dos europeus", disse Steve Clemons, diretor do Programa de Estratégia Americana da New America Foundation, segundo o Guardian. "Você pode inventar uma estrutura que seja multilateral."   Um especialista em Oriente Médio próximo à equipe de transição de Obama cujo nome o jornal não divulgou disse ser pouco provável que os possíveis contatos com Hamas venham a público. O Departamento de Estado considera o Hamas uma organização terrorista e em 2006 o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei proibindo a concessão de ajuda financeira ao grupo, lembra o jornal.

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