Obama fixa meta de reformar sistema de saúde até fim do ano

Em 8 anos, custo da saúde nos EUA cresceu quatro vezes mais que salários; US$ 634 bi foram destinados ao setor

Efe,

05 de março de 2009 | 16h34

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estabeleceu nesta quinta-feira, 5, como meta realizar a reforma do sistema de saúde do país "até o fim deste ano". Ao abrir uma cúpula na Casa Branca sobre a reforma do sistema sanitário público, Obama afirmou que os custos cada vez mais altos da cobertura médica, que fazem com que, a cada 30 segundos, uma família declare falência, representam "a maior ameaça contra a saúde fiscal" do país. Veja também:Obama vai receber Lula no próximo dia 14 Os custos em saúde, informou, cresceram quatro vezes acima dos salários nos últimos oito anos, e, em 2009, isso poderia fazer com que 1,5 milhão de pessoas perdessem suas casas. "Se queremos criar empregos e reconstruir nossa economia, devemos combater os custos enormes do setor de saúde este ano, nesta administração", afirmou Obama. O objetivo, insistiu, é "aprovar uma reforma exaustiva do sistema de saúde até o final do ano". Desde a campanha eleitoral o presidente americano vinha afirmando que queria tornar a reforma do sistema sanitário uma de suas prioridades. Na proposta de orçamento apresentada na semana passada há uma verba de US$ 634 bilhões para criar um fundo que sirva de "entrada" para custear a reforma no setor sanitário ao longo de dez anos. A cúpula sobre saúde realizada nesta quinta na Casa Branca tem um formato similar à reunião mantida há duas semanas sobre responsabilidade fiscal. Após o discurso de Obama, os cerca de 120 participantes, entre legisladores, representantes de empresas, médicos e pacientes, se dividirão em cinco grupos para abordar aspectos concretos da reforma. A cúpula concluirá com uma sessão plenária com espaço para perguntas e respostas da qual o presidente também participará. No discurso, Obama prometeu que o processo será "tão transparente quanto possível", e que nele "cada voz" e "cada ideia" serão escutadas. "Continuar como estamos é a única opção que não poderá ser considerada. E aqueles que quiserem bloquear uma reforma a todo custo não vencerão desta vez", ressaltou.

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.