Brian Blanco/Efe
Brian Blanco/Efe

Obama incita republicanos a 'parar de andar pelas margens'

Presidente afirma que democratas e republicanos são, antes de tudo, americanos, e pede cooperação

Associated Press,

28 de janeiro de 2010 | 21h15

O presidente Barack Obama se manifestou nesta quinta-feira, 28, determinado a mudar o tom da política governamental e incitou os republicanos a "parar de andar pelas margens" para que contribuam para resolver a situação do sistema nacional de saúde, entre outros problemas.

 

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Ao sair de uma reunião pública na cidade de Tampa, na Flórida, Obama retomou seu discurso sobre o Estado da União, e insistiu em que os eleitores e os políticos precisavam "começar a se ver primeiro como americanos".

 

Obama e o vice-presidente Joe Biden viajaram à Flórida para anunciar vários projetos com um montante de US$ 8 bilhões em subvenções federais para construir trens de alta velocidade no país, que fazem parte de seu plano para combinar o gasto em infraestrutura e criação de empregos.

 

O presidente deu ênfase aos republicanos e clamou pela sua cooperação: "Nosso diálogo político neste país sempre foi desordenado e ruidoso", disse Obama às pessoas que assistiram seu discurso na Universidade de Tampa. "Todos somos americanos. Todos devemos esperar que os outros, inclusive os que discordam de nós, têm as melhores intenções. Não temos que menosprezá-los. Não temos que satanizá-los".

 

A agenda de Obama e o apoio dos democratas tiveram um retrocesso na semana passada pelo surpreendente triunfo republicano nas eleições para o Senado.

A derrota acabou com a maioria que os democratas tinham na casa para barrar obstruções republicanas, disse Obama, mas acrescentou que "no entanto temos a maior maioria em décadas, e a população espera que resolvamos alguns problemas, não que escapemos".

 

O mandatário assumiu a responsabilidade em parte pelos problemas que enfrenta na aprovação da reforma na saúde no Congresso, mas pediu aos legisladores que terminem a missão ao invés de ceder a quem rechaça o projeto.

 

Os líderes da Câmara de Representantes e do Senado buscam uma maneira de salvar a ambiciosa reforma da saúde, apesar da grande maioria dos republicanos a rechaçar.

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