Obama indica Joe Biden para supervisionar pacote econômico

Primeira parte do pacote, com US$ 15 bi para os estados cobrirem gastos com saúde, sai no próximo dia 25

EFE

23 de fevereiro de 2009 | 14h48

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, colocou seu vice, Joe Biden, como responsável pela supervisão do início do plano de estímulo econômico promulgado semana passada, com US$ 787 bilhões em ajuda.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Como supervisor do plano, Biden se reunirá periodicamente com governadores e prefeitos, que receberão os fundos para projetos de infraestrutura em nível local. Ele também checará com membros do Gabinete como o dinheiro está sendo utilizado. Obama informou nesta segunda-feira que a primeira parte do pacote, U$S 15 bilhões que serão destinados a ajudar os estados a cobrir gastos com o programa nacional de saúde aos pobres, o Medicaid, começa a ser enviada já na próxima quarta-feira, 25. A recessão tem provocado um impacto gigantesco nas contas dos estados.   "O fato de ter indicado o vice-presidente para a função mostra o quanto é imprescindível que consigamos resultados com o plano de estímulo para enfrentar a crise econômica", comentou Obama em reunião com governadores na Casa Branca.   No encontro, o presidente americano anunciou também a nomeação de Earl Devaney como supervisor da despesa em obras públicas, cargo já previsto no plano.   Devaney, inspetor geral do Departamento de Interior, terá como missão garantir que o dinheiro não seja desperdiçado e usado de forma transparente.   O plano de estímulo que entrou em vigor na semana passada destina cerca de US$ 212 bilhões a reduções de impostos e aproximadamente um trilhão a projetos de investimento em setores como infraestrutura, educação e energia.   A medida é o trunfo da política do Governo de Obama para combater a crise econômica. Também fazem parte um plano para resgatar o sistema financeiro, uma iniciativa para ajudar os proprietários de imóveis e propostas para reformar o sistema tributário, ainda a serem divulgadas.   A minoria republicana criticou duramente o plano, ao considerar que destina pouco às reduções de impostos e muito a projetos de investimento que, segundo sua opinião, farão pouco para criar empregos. Alguns governadores republicanos já disseram que não aceitarão todos ou parte dos fundos que lhes correspondem no plano de estímulo.   Em seu discurso, Obama pediu aos republicanos que "não percam a perspectiva" e garantiu que estão de acordo em 90% dos fundos. "Perder tempo discutindo sobre os pontos em que há discordância não é o que o país precisa neste momento. Não devemos cair nas mesmas histórias de sempre, que nos impedem de tomar medidas decisivas para enfrentar os problemas", afirmou o presidente americano.   Obama, que se reuniu com prefeitos de algumas das principais cidades americanas na sexta, repetiu aos governadores o que já tinha dito às autoridades locais: que vigiará de perto a despesa nos estados edenunciará qualquer desperdício.

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