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Obama indica que não reduzirá tropas no Afeganistão

Em reunião com legisladores no Congresso, presidente disse que ainda não decidiu sobre aumento de soldados

Efe,

07 de outubro de 2009 | 07h58

O presidente de EUA, Barack Obama, manifestou durante uma reunião com congressistas democratas e republicanos que não reduzirá as tropas dos EUA no Afeganistão, segundo fontes legislativas citadas pelo diário The New York Times. Porém, o presidente indicou que até agora não tomou uma decisão sobre o aumento do contingente militar no conflito sugerido pelo general Stanley McChrystal, comandante das forças americanas e da Otan em território afegão.

 

Obama se reuniu terça-feira com cerca de 30 legisladores para avaliar as opções no Afeganistão, na qual será uma de suas decisões mais importantes como Comandante em Chefe. Durante o encontro, o presidente tratou de refutar qualquer impressão que esteja considerando diminuir as forças dos EUA no Afeganistão. "Não há uma opção que envolva uma redução considerável das tropas", disse uma das fontes citadas pelo diário, que pediu para não ser identificada porque o encontro se realizou à portas fechadas.

 

Obama também tratou de afastar qualquer aparência de atrito com o general McChrystal devido a sua recomendação de aumentar o contingente militar. "Eu sou quem o nomeou. O pus ali para que me desse uma avaliação franca", disse Obama, segundo as fontes de The New York Times.

 

McChrystal recomendou um reforço de outros 40 mil soldados para melhorar o combate contra grupos insurgentes que, segundo advertiu, estão se fortalecendo. Na atualidade, Estados Unidos conta com cerca de 68 mil soldados no Afeganistão, incluindo os 21 mil que autorizou Obama no começo do ano.

 

Obama se reunirá com seus assessores de segurança nacional e comandantes militares para analisar principalmente a situação no Paquistão, na qual será a terceira de pelo menos cinco reuniões esta semana para estudar as opções para a convulsionada região. Em declarações aos jornalistas ao sair do encontro, democratas e republicanos do Congresso disseram que confiam em que Obama tomará a decisão correta, apesar de deixaram claro que há uma "diversidade de opiniões" em torno de qual seria a estratégia a seguir.

 

"Está claro que o presidente se encaminha na direção correta, (elaborar) uma estratégia antes de (pedir) os recursos", disse o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid. Por sua parte, a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, disse que a revisão da Casa Branca deve tomar em conta os componentes de segurança, esforços de reconstrução, assuntos diplomatas e o apoio dos aliados da Otan.

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