Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Obama leva 'batalha fiscal' para o Twitter

Governo lançou campanha pedindo aos usuários da rede social que digam o que é possível fazer com US$ 2 mil

Reuters

29 de novembro de 2012 | 09h31

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, abriu na quarta-feira no Twitter uma nova frente na batalha entre democratas e republicanos a respeito da melhor forma de evitar o "abismo fiscal" no fim do ano.

O governo Obama, sempre hábil no manejo da internet, lançou uma campanha na rede social pedindo aos usuários do Twitter que incluam a "hashtag" "#my2k" em mensagens dizendo o que é possível fazer com 2.000 dólares. Essa é aproximadamente a quantia que uma família de quatro pessoas de classe média precisaria pagar a mais em imposto de renda caso o Congresso não chegue a um acordo para evitar o final automático de benefícios tributários que vigoram há dez anos.

A conjunção disso com cortes de gastos públicos também previstos para o final deste ano pode retirar cerca de 600 bilhões de dólares da economia norte-americana, levando os EUA a uma nova recessão, segundo analistas. A situação foi apelidada nos últimos meses de "abismo fiscal".

O Twitter, com suas mensagens de 140 caracteres, é uma forma testada e aprovada de falar com a população. "Hashtags" são etiquetas do assunto da mensagem, que permitem buscas específicas. O governo espera que, em grande volume, esses tuítes pressionem o Congresso a buscar um acordo bipartidário.

Obama anunciou a ofensiva tuiteira durante entrevista coletiva na quarta-feira. Ele e o restante do seu Partido Democrata se opõem a cortes significativos em programas sociais, e querem aumentar impostos dos norte-americanos mais ricos, poupando a classe média. Já a oposição republicana quer cortes profundos nos gastos públicos, sem aumento tributário nenhum.

Veja mensagem do governo Obama no Twitter:

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