Obama nega sinal verde para que Israel ataque o Irã

Presidente nega declaração de vice de que não interferiria caso Israel decidisse fazer uso da força

Agência Estado,

07 de julho de 2009 | 09h48

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou com veemência a interpretação de que Washington teria dado a Israel sinal verde para atacar instalações nucleares iranianas. Questionado sobre o assunto em entrevista concedida à emissora de televisão CNN durante sua estada em Moscou, Obama negou que os EUA tenham liberado Israel a atacar a república islâmica.

 

No fim da semana, com base no mesmo argumento de Obama, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu a entender que o governo americano não interferiria caso Israel decidisse fazer uso da força militar para eliminar uma suposta ameaça nuclear do Irã. A declaração, feita à rede de televisão ABC, foi interpretada por alguns setores como um sinal verde do governo americano.

 

"Nós não podemos ditar aos outros países quais são suas prioridades em segurança. Mas também é verdade que a política dos Estados é a busca por uma solução diplomática" com relação ao programa nuclear iraniano.

 

Israel considera o Irã como seu adversário mais perigoso. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que recentemente conquistou uma disputada reeleição, defende que Israel seja "varrido do mapa do Oriente Médio".

 

Os Estados Unidos e Israel acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega, assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica e já declarou em diversas ocasiões que não pretende interromper suas atividades nucleares.

 

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por acompanhar a obediência às regras do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) por parte dos signatários do acordo, considera o programa nuclear civil do Irã dentro da legalidade.

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