Obama opõe-se à divulgação de fotos de abusos de prisioneiros

Para presidente americano, imagens colocariam soldados em risco e ameaçaria trabalhos no Iraque e Afeganistão

Agências internacionais

13 de maio de 2009 | 15h54

Em uma mudança de posição do governo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou divulgar imagens de militares cometendo abusos contra detentos no exterior, além das que já vieram a público referentes à prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

 

Obama "acredita firmemente que a divulgação dessas fotografias, particularmente neste momento, só servirá para inflamar os cenários de guerra, colocar em risco as forças americanas e dificultar nosso trabalho em locais como o Iraque e Afeganistão", informou nesta quarta-feira, 13, a Casa Branca em comunicado.

 

Por trás desta polêmica se encontra um processo da União Americana pelas Liberdades Civis que buscava, sob a Ata da Liberdade de Informação, que o governo divulgasse 44 fotos com imagens de abusos a detentos de outros centros de prisão além de Abu Ghraib.

 

Há algumas semanas, funcionários do Departamento de Justiça se dirigiram a um juiz federal para afirmar que não tinham a intenção de impedir na Justiça contra a divulgação destas fotos. O governo admitiu nesta quarta que o presidente americano tinha se reunido com advogados para informar que não se sentia "confortável" com a divulgação das imagens, e para pedir que impedissem isso na Justiça.

 

A mudança de postura da Casa Branca foi imediatamente criticada pela União Americana pelas Liberdades Civis, organização que disse estar "aflita" por estes fatos, segundo declarou o porta-voz Jameel Jaffer ao Washington Post.

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