Obama ordena limitação dos segredos federais dos EUA

Obama disse esperar que a ordem produza "avanços mensuráveis" e ao mesmo proteja os segredos da nação

Associated Press

30 de dezembro de 2009 | 03h24

O presidente Barack Obama ordenou nesta terça-feira que o governo federal revise seus procedimentos para proteger os segredos da nação, em uma medida que deve levar a divulgação de 400 milhões de páginas de documentos da época da Guerra Fria e limitará a quantidade de registros governamentais que poderão continuar confidenciais.

Entre as mudanças ordenadas está um registro de que todos os documentos sejam divulgados em algum momento e que as agências federais revisem como e por que etiquetam alguns papeis como confidencias ou recusam divulgar registros históricos.

Será criado um Centro Nacional de Desclassificação nos Arquivos Nacionais, o qual supervisionará as agência do governo e ajudará a divulgar todos os documentos da Guerra Fria para o 31 de dezembro de 2013.

Obama também reverteu em decisão uma decisão de seu antecessor, George W. Bush, pela qual as agências de inteligência podiam impedir a divulgação de documentos específicos, mesmo quando um painel de várias agências havia determinado que a informação contida neles não trazia riscos à segurança nacional.

Os defensores da abertura do governo celebram as medidas com cautela.

"Tudo vai depender de como serão implementadas", disse Steven Aftergood, diretor do Projeto de Sigilo Governamental da Federação de Cientistas Norte-americanos. Mas a ordem, adicionou, "tem um potencial tremendo de reduzir o nível de confidencialidade em todo o governo".

Em um memorando os diretores de agências federais, Obama disse que espera que a ordem produza "avanços mensuráveis" rumo a uma maior abertura do governo ao mesmo que proteja os segredos mais importantes da nação.

"Vou acompanhar os resultados de perto", assegurou.

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