Obama pede ajuda de Irã e Síria para estabilizar Oriente Médio

Presidente americano anuncia retirada do Iraque até 2010 e defende engajamento diplomático de toda região

Agências internacionais

27 de fevereiro de 2009 | 15h51

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu trabalhar com Irã e Síria pela estabilidade do Oriente Médio. Durante o anúncio do cronograma de retirada das tropas americanas do Iraque até 2010, nesta sexta-feira, 27, em uma base militar na Carolina do Norte, Obama disse que o futuro do país é inseparável do restante do Oriente Médio.   Veja também: Conheça o plano para a retirada do Iraque Especial: Guerra do Iraque, do início ao início do fim    "É hora do Iraque e seus vizinhos estabelecerem relações normais e produtivas. Os EUA vão promover o engajamento de todas as nações da região neste processo, e isso inclui o Irã e a Síria", disse Obama.Durante a administração de George W. Bush, os EUA mantiveram relações tensas com estes dois países. Ambos fazem parte da lista de Estados que patrocinam o terrorismo, e o Irã foi incluído por Bush no 'eixo do mal' em 2002, ao lado do Iraque - então governado por Saddam Hussein -, e da Coreia do Norte. O presidente defendeu ainda uma estratégia mais racional e inteligente no Oriente Médio, baseada em ações coordenadas."Por isto estamos renovando nossos esforços diplomáticos e aliviando o esforço militar (no Iraque). Por isso estamos reconcentrando esforços na Al-Qaeda e no Afeganistão/Paquistão. Por isso estamos desenvolvendo estratégia para usar todos os elementos do poder americano para evitar que o Irã adquira armas nucleares. E também por isso buscamos uma paz efetiva entre árabes e israelenses", explicou.   O principal negociador do governo Bush pelo fim do programa nuclear da Coréia do Norte, Christopher Hill, foi o escolhido para ser o novo embaixador americano no Iraque, segundo confirmou Obama. O presidente afirmou que Hill demonstrou "pragmatismo e habilidades" que são necessárias no Iraque agora. Hill ainda foi negociador nas crises na Bósnia e em Kosovo.Obama aproveitou o discurso para falar no 'começo de uma nova era' nas relações dos EUA com o Oriente Médio."Todo país e organização deve saber: desejando mal ou bem à América, o fim da guerra possibilita uma nova era da liderança americana no Oriente Médio. E ela acabou de começar".

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