Obama pede fim da 'beligerância' norte-coreana

O presidente dos EUA, Barack Obama, exigiu nesta quinta-feira que a Coreia do Norte cesse as suas provocações, mas manteve aberta a perspectiva de ajuda econômica e respeito se o país abandonar seu programa de armas nucleares.

PATRICIA ZENGERLE E ALISTER BULL, REUTERS

11 de novembro de 2010 | 10h55

Em Seul para a cúpula do G20, Obama também pediu ao presidente chinês, Hu Jintao, que use sua influência sobre Pyongyang para convencer o recluso regime a evitar gestos provocativos contra a Coreia do Sul.

As tensões na península chegaram neste ano ao seu maior grau nas últimas décadas, por causa do naufrágio, em março, de uma corveta sul-coreana, com saldo de 46 mortos. Washington e Seul acusaram a Coreia do Norte de ter torpedeado o navio. Pyongyang negou.

Além disso, outros incidentes na península da Coreia nos últimos meses, incluindo uma escaramuça naval com troca de tiros entre Norte e Sul, ameaçaram desencadear uma guerra.

A China se recusou a tomar partido na questão do naufrágio da corveta Cheonan. A ONU, sob pressão de Pequim, só condenou o acidente, sem apontar culpados.

Posteriormente, a Coreia do Norte disse que desejava retomar o diálogo internacional sobre seu desarmamento, o qual Pyongyang abandonou há dois anos. Mas EUA e Coreia do Sul disseram que a pré-condição para isso seria o Norte demonstrar sinceridade nas suas promessas de desarmamento.

"Reafirmei nossa convicção de que, após o naufrágio do Cheonan, a Coreia do Norte deve responder às preocupações da Coreia do Sul e encerrar seu comportamento beligerante", disse Obama em entrevista coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

"Da mesma forma, a Coreia do Norte precisa cumprir suas obrigações de eliminar seu programa de armas nucleares. Só cumprindo suas responsabilidades -- e não ameaçando os outros -- a Coreia do Norte irá encontrar respeito e segurança reais."

"E quero reiterar que, junto com nossos parceiros sul-coreanos e internacionais, os Estados Unidos estão preparados para oferecer assistência econômica à Coreia do Norte e ajudá-la a se integrar à comunidade internacional, desde que a Coreia do Norte cumpra suas obrigações", acrescentou Obama.

Lee disse que ele e Obama "reafirmaram que a Coreia do Norte deve demonstrar um gesto genuíno e uma atitude responsável a respeito do incidente do Cheonan, e que isso seria o ponto de partida para a melhoria das relações Norte-Sul."

Seul inicialmente exigia um pedido de desculpas do Norte pelo naufrágio, mas agora autoridades sul-coreanas dizem que isso não será mais um pré-requisito.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, já que seu conflito de 1950 a 53 terminou com uma trégua, e não com um tratado de paz.

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