Obama pede reforma da imigração durante cerimônia do 4 de julho

O presidente Barack Obama usou a cerimônia do Dia da Independência, na qual imigrantes que servem nas Forças Armadas norte-americanas se tornaram cidadãos dos Estados Unidos nesta quarta-feira, para renovar seu pedido por uma nova lei de imigração, apoiada por uma parte importante de sua base política.

JEFF MASON E MATT S, Reuters

04 de julho de 2012 | 16h09

Usando uma gravata vermelha para comemorar o feriado de 4 de julho na Casa Branca, Obama falou sobre duas dezenas de militares nascidos no estrangeiro que estão aproveitando um programa que lhes oferece a cidadania em troca dos serviços prestados.

Obama, que concorre à reeleição em novembro, aproveitou a oportunidade para falar sobre a sua determinação recente de cancelar a deportação de centenas de milhares de imigrantes ilegais que se mudaram para os Estados Unidos ainda crianças.

A medida agradou aos eleitores hispânicos, um grande bloco que pode decidir a eleição para o lado democrata em Estados como Nevada e Colorado.

"Que maneira perfeita de comemorar o aniversário da América, a mais antiga democracia do mundo, com alguns de nossos mais novos cidadãos", disse Obama ao grupo de militares e seus familiares, que vêm de países como México, Gana, Filipinas, Bolívia, Guatemala, China e Rússia.

"Vocês colocam o uniforme de um país que ainda não é por completo o seu. Em um tempo de guerra, alguns de vocês são enviados para o perigo. Vocês apresentaram os valores que celebramos todo 4 de julho: respeito, responsabilidade e patriotismo", afirmou Obama.

Os imigrantes devem entrar legalmente nos EUA para se alistar nas Forças Militares.

A questão da imigração tornou-se um ponto polêmico na disputa de Obama com o candidato republicano Mitt Romney pela Casa Branca, que ocorrerá em 6 de novembro.

Ex-governador do Estado de Massachusetts, Romney defende um programa de autodeportação de imigrantes ilegais, uma proposta que não foi bem recebida pelos hispânicos. Ele acusou Obama de ter motivações políticas para ter determinado no mês passado que os filhos dos imigrantes ilegais tivessem licenças de trabalho, mas ele não quis dizer se cancelaria a medida caso eleito.

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