Obama presta homenagem a soldados mortos no Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viu em primeira mão o custo humano da guerra do Afeganistão na quinta-feira, quando prestou uma homenagem a vítimas do conflito, diante dos caixões enrolados em bandeiras de 18 soldados e de agentes do DEA (agência contra as drogas) mortos nesta semana.

ROSS COLVIN, REUTERS

29 de outubro de 2009 | 09h36

Depois de um voo noturno em seu helicóptero presidencial Marine One, Obama pousou na Base da Força Aérea de Dove, em Delaware, principal ponto de entrada dos militares mortos no exterior.

A visita não anunciada acontece enquanto Obama estuda se vai enviar mais soldados ao Afeganistão para combater uma insurgência que alcançou seu maior nível em oito anos.

Minutos antes da chegada de Obama, uma aeronave de transporte C-17 da Força Aérea aterrissou na base, carregando os corpos de oito soldados do Exército, mortos por uma bomba à beira da estrada, e de sete soldados e três agentes da DEA mortos em uma queda de helicóptero.

Um capelão do Exército acompanhava Obama e outros oficiais a bordo e fez uma oração sobre cada caixão antes que fossem retirados da aeronave, disseram oficiais.

A maior parte do evento foi fechada à mídia e os jornalistas só puderam testemunhar a transferência do último caixão.

Sob um clima frio, Obama marchou ao lado de quatro autoridades para a aeronave, entre elas o procurador-geral Eric Holder e a chefe da DEA Michele Leonhart. Eles subiram a rampa fora da vista da mídia. Depois de alguns momentos, voltaram e ficaram em fila debaixo da cauda do C-17.

Obama ficou em posição de sentido e fez uma saudação diante do seis caixões com corpos dos soldados. Antes, o presidente havia se encontrado com as famílias dos soldados e agentes mortos na capela da base, disseram autoridades. Essa foi a primeira visita de Obama à base como presidente, e ele deve voltar para Washington ainda nesta quinta.

Com pelo menos 53 pessoas mortas, outubro foi o mês mais sangrento para as forças norte-americanas nos oito anos da guerra impopular que Obama herdou de seu antecessor, George W. Bush.

Pesquisas mostram que os norte-americanos estão cada vez mais cansados da guerra, que, segundo analistas, vai ajudar a definir a presidência de Obama. Há ceticismo, inclusive entre seus companheiros democratas que controlam o Congresso, sobre o envio de mais tropas ao país.

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