Obama pretende aumentar orçamento para armas nucleares

Governo pede mais US$ 7 bilhões, ao mesmo tempo em que pede a redução do estoque mundial de armas

Associated Press,

02 de fevereiro de 2010 | 00h31

O presidente Barack Obama busca aumentar os fundos para pesquisas com armas e segurança nuclear no próximo ano fiscal, apesar de sua administração pedir a redução do estoque mundial de armas nucleares.

 

O governo solicitou nesta segunda-feira, 1º, mais de US$ 7 bilhões para atividades relacionadas a armas nucleares no plano orçamentário da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês), um aumento de US$ 624 milhões em relação ao ano fiscal de 2010.

 

O administrador da NNSA, Thomas D'Agostino, afirmou que precisa de mais dinheiro porque os Estados Unidos precisam das melhores armas nucleares, cientistas e engenheiros, mesmo que o país lute pelo desarmamento. "Este orçamento está implementando a visão nuclear do presidente", disse D'Agostino.

 

A NNSA quer um aumento de 4,7% em relação ao ano fiscal anterior - mais de U$ 2,3 bilhões - para infraestrutura, incluindo dinheiro para projetos de longo prazo para substituir construções antigas no Laboratório Nacional de Los Alamos, no México, e no Laboratório Nacional Oak Ridge, no estado americano de Tennessee.

 

 

O diretor do grupo de estudos de vigilância do programa de Los Alamos, Greg Mello, disse que os orçamentos aumentaram nos últimos anos, mas que a nação "não viu nenhum aumento em atividades nucleares como esse desde os tempos de Ronald Reagan."

 

O orçamento de Los Alamos inclui cerca de US$ 225 milhões para a construção de um edifício de pesquisa para substituir um laboratório de 58 anos onde cientistas analisaram amostras de plutônio e outros materiais radioativos.

 

 

Grupos de vigilância afirmam que o novo prédio iria possibilitar aos EUA construir mais armas nucleares, mas oficiais de Los Alamos disseram que o edifício iria apenas substituir capacidades já existentes.

 

O plano orçamentário da NNSA pede mais de US$ 2 bilhões para atividades de suporte a estoque, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, e US$ 1,6 bilhões para ciência, tecnologia e engenharia, um aumento de mais de 10%.

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