Obama promete aumentar pressão comercial sobre China

Dois países têm vivido uma série de atritos diplomáticos envolvendo Taiwan, Tibete e censura na internet

estadao.com.br,

03 de fevereiro de 2010 | 14h57

O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira, 3, ser muito mais firme com a China para que Pequim cumpra regras comerciais acordadas entre os dois países. Em reunião com senadores democratas no Congresso, o presidente disse que é necessário pressionar a China e outros países para que abram seus mercados de maneira recíproca. Os dois países têm vivido uma série de atritos diplomáticos nas últimas semanas.

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linkEntenda os recentes atritos diplomáticos

"O enfoque que adotamos é tratar de sermos mais firmes na aplicação das regras já existem", disse Obama. "No entanto, prejudicaríamos a nós mesmos rejeitássemos estes acordos".

Mais cedo, a China voltou a criticar o encontro entre Obama e o dalai-lama, líder dos budistas tibetanos, confirmado ontem pela Casa Branca.

 

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu, o líder chinês "explicou" a seu colega americano a posição de Pequim em relação ao assunto quando os dois se encontraram na capital chinesa em novembro.

 

Ainda segundo o porta-voz, Hu Jintao expressou na ocasião a "resoluta oposição" a encontros do dalai lama com qualquer líder ou funcionário

Na semana passada, o Pentágono enviou ao Congresso um projeto para venda de US$ 6 bilhões em armas para Taiwan, o que também foi criticado pela China.

Pequim considera Taipé uma província rebelde desde 1949 e classifica o dalai-lama como líder do separatismo tibetano, desde que o líder religioso se exilou na Índia, em 1959, após a anexação do Tibete pelo governo comunista de Mao Tse Tung.

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