Obama promete divulgar lista de visitantes da Casa Branca

Objetivo é fazer uma gestão transparente e satisfazer grupos que querem saber quais lobistas visitam o governo

Associated Press e Reuters,

04 de setembro de 2009 | 12h24

Evidenciando uma mudança de política, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 4, que sua administração passará a divulgar a relação de algumas pessoas que visitarem a Casa Branca, revertendo uma política de omissão que perdura há muito tempo respaldada por presidentes e organizações políticas.

 

A medida deve satisfazer aos grupos que exigem saber quais lobistas podem estar tentando influenciar as políticas de governo. Até agora a sede do atual governo havia seguido a costume de outros presidentes de manter em segredo os nomes dos visitantes. 

 

A decisão de rever a medida ocorre após a pressão feita pela organização Cidadãos pela Responsabilidade e pela Ética em Washington. "Iremos atingir nosso objetivo de fazer deste governo o mais aberto e transparente da história, não apenas por abrir as portas da Casa Branca a mais americanos, mas por mostrar as negociações que ocorrem lá dentro", disse Obama. "Os americanos têm o direito de saber quais vozes estão por trás da política", completou.

 

Sob a nova diretriz, a cada mês registros de visitantes da Casa Branca nos 90 a 120 dias anteriores serão disponibilizados na Internet. Dezenas de milhares de pessoas visitam a residência oficial e escritório do presidente todos os meses. As documentação de visitas, entretanto, começa apenas a partir do dia 15 de setembro, o que significa que o primeiro bloco deve ser colocado no site do governo próximo do dia 31 de dezembro.

 

Alguns nomes, entretanto, permanecerão em segredo, o que inclui pessoas que vão a reuniões particulares e aqueles cuja identidade não pode ser revelada por conta do que o governo chama de imperativos de segurança nacional. Visitas pessoais da presidência também não serão incluídas no cadastro.

 

A organização que pressionou Obama pela medida aplaudiu a decisão do presidente. "A administração de Obama provou que seu compromisso em buscar uma nova era de transparência não era uma promessa de campanha", afirmou a diretora-executiva do grupo, Melaine Sloan. "Em contraste com o governo de Bush, Obama está fazendo história e terá a gestão mais aberta da Casa Branca", concluiu.

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