Obama promete medidas para reativar crescimento do emprego

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu no sábado fazer tudo que puder para reativar o crescimento do emprego no país, num momento em que ele busca defender seu desempenho na área econômica em meio a ataques de republicanos.

CAREN BOHAN, REUTERS

05 de dezembro de 2009 | 09h38

Com o desemprego em 10 por cento e a ansiedade econômica crescendo, as taxas de aprovação ao trabalho de Obama caíram para menos de 50 por cento.

Alguns norte-americanos questionam a decisão dele de impulsionar uma pesada agenda doméstica, incluindo uma grande reformulação no sistema de saúde, após chegar ao poder em janeiro em meio à maior recessão desde a Grande Depressão na década de 1930.

Os republicanos atacam o programa de estímulo econômico de 787 milhões de dólares de Obama, que eles afirmam não ter conseguido criar empregos, como prometeu o presidente, e ter exacerbado o grande déficit orçamentário do país.

Mas em seu discurso semanal no rádio e na Internet, Obama disse que as perdas de empregos tem diminuído bastante desde o momento mais profundo da recessão, quando a economia perdia empregos numa taxa de 700 mil por mês.

"É verdade que nós, como país, estamos num lugar bastante diferente do que estávamos quando 2009 começou", disse Obama, acrescentando que há uma "tendência positiva" no relatório sobre emprego referente a novembro, que foi divulgado na sexta-feira.

O relatório mostrou que o desemprego caiu no mês passado para 10 por cento, contra 10,2 por cento. O ritmo de perdas de empregos desacelerou em novembro para 11 mil, contra 111 mil em outubro.

Obama reconheceu, no entanto, que para os milhões que perderam seu emprego "isso não é bom o bastante".

"As pessoas que estão procurando emprego sem sorte há meses e, em alguns casos, há anos, não podem esperar mais", disse. "Para eles, estou determinado a fazer tudo que eu puder para acelerar nosso progresso, para que possamos voltar a acrescentar empregos novamente."

Obama planeja um discurso para a terça-feira no Brookings Institution no qual ele planeja delinear uma série de propostas para impulsionar o crescimento do emprego.

(Reportagem de Caren Bohan)

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