Obama promete reforma na saúde aprovada ainda este ano

Presidente americano busca apoio às mudanças no setor, uma de suas grandes promessas eleitorais

Efe,

22 de julho de 2009 | 20h50

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira, 22, que a reforma do sistema de saúde será aprovada ainda este ano e que o projeto não contribuirá para aumentar o déficit fiscal do país. As declarações estão em trechos do discurso com que Obama iniciará uma coletiva de imprensa, em horário de máxima audiência esta noite, que a Casa Branca já divulgou.

 

Com esta coletiva, a quarta em horário nobre em seis meses de mandato, Obama quer aumentar o apoio do público à reforma sanitária, uma de suas grandes promessas eleitorais, e cujo respaldo diminuiu gradualmente entre os eleitores e o Congresso. Segundo o presidente, os cerca de 48 milhões de americanos que não contam com este tipo de cobertura "estão esperando a liderança do governo."

 

"Aprovaremos uma reforma que reduza os custos, aumente as opções e forneça uma cobertura confiável. E a faremos ainda este ano",disse. Um dos principais argumentos empregados contra a medida é o custo, que alguns analistas avaliaram em cerca de US$ 1 trilhão, o que, segundo eles, poderia repercutir negativamente em um déficit fiscal.

 

Obama quer acabar com esses temores ao garantir que "a reforma não aumentará o déficit nos próximos dez anos". "Se não reformamos o sistema, o custo para os senhores seguirá se multiplicando. Se não agirmos, 14 mil americanos perderão seu seguro médico a cada dia. Estas são as consequências de não agir", afirmou.

 

O presidente dos EUA também fez comentários sobre as críticas dos republicanos, para quem Obama terá uma derrota irreversível caso a reforma seja reprovada. "Isto não gira em torno de mim. Eu já tenho um seguro médico estupendo, como todos os congressistas. A reforma gira em torno de cada americano que alguma vez teve medo de perder sua cobertura caso contraísse uma doença mais grave ou perdesse o emprego. Este debate não é um jogo", afirmou.

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