Obama quer maior extração de petróleo no Alasca, Golfo do México

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que sofre pressão de republicanos e do público para diminuir os preços da gasolina, anunciou novas medidas neste sábado para expandir a produção de petróleo interna no Alasca e no Golfo do México.

JEFF MASON E TOM DOGGETT, REUTERS

14 de maio de 2011 | 12h36

Os altos preços dos combustíveis diminuíram os níveis de aprovação de Obama em pesquisas de opinião e ameaçaram frear a retomada econômica que é fundamental para sua reeleição, em 2012.

O presidente, um democrata, tentou reduzir o consumo de produtos derivados do petróleo por parte dos norte-americanos e expandir fontes de energia renováveis, enquanto também busca aumentar a produção interna de petróleo e gás natural, uma área que os republicanos querem expandir drasticamente.

Em seu discurso semanal no rádio, Obama abordou algumas das exigências republicanas, delineando formas de aumentar as perfurações e coordenar melhor o processo para emitir licenças de exploração no Alasca.

"Estou dirigindo o Departamento do Interior para conduzir as vendas anuais de arrendamentos na Reserva Nacional de Petróleo no Alasca, respeitando os pontos sensíveis, e acelerar a avaliação de reservas de petróleo e gás no meio do e no sul do Atlântico," afirmou ele no discurso.

As vendas de arrendamento do governo dão às empresas a oportunidade de alugar propriedades federais no continente e na costa, que podem ser perfuradas para extração de petróleo e gás natural. Companhias com as ofertas mais altas geralmente arrendam as terras por dez anos.

A Reserva Nacional de Petróleo do Alasca é uma área de 23 milhões de acres estabelecida originalmente em 1923 como fonte de combustível para o setor militar norte-americano. Ela está localizada no noroeste do Alasca, perto do Refúgio Nacional Ártico da Vida Selvagem, que o governo Bush tentou abrir para exploração, rejeitando críticas de grupos de defesa do meio ambiente.

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