Obama quer mais US$75,5 bi para Iraque e Afeganistão este ano

Orçamento apresentado pelo presidente para 2010 promete não desperdiçar em programas de armas

Agências internacionais,

26 de fevereiro de 2009 | 13h51

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu US$ 75,5 bilhões de dólares adicionais para as guerras no Iraque e Afeganistão para o resto do atual ano fiscal, segundo orçamento divulgado nesta quinta-feira, 26, que reflete os planos de retirar as tropas norte-americanas do Iraque. Em seu primeiro orçamento, Obama também pede 130 US$ bilhões para as operações militares nas duas guerras para o ano fiscal de 2010, que começa em 1 de outubro. Seria uma redução em relação aos aproximados US$ 140 bilhões que ele prevê serão necessários para este ano.   "O orçamento reconhece e financia a estratégia do presidente de aumentar nossas forças no Afeganistão, ao mesmo tempo removendo brigadas de combate do Iraque de maneira responsável", diz o documento. O Congresso já aprovou cerca de metade do dinheiro que a administração Obama diz que precisará para o Iraque e o Afeganistão este ano. Se o plano for aprovado pelo Congresso, os gastos totais previstos no orçamento de base do Pentágono e para as guerras chegariam a quase US$ 664 bilhões no ano fiscal de 2010.   A administração prevê fazer economias grandes em várias áreas nos próximos anos, incluindo nos gastos com a defesa. Assessores de Obama dizem que a redução do número de tropas na guerra do Iraque renderá economias significativas no orçamento. Mas alguns analistas privados não creem que a redução das tropas resulte em grandes economias no curto prazo, porque essa redução no Iraque acontece ao mesmo tempo em que a administração está elevando o número de tropas no Afeganistão. Um funcionário da administração disse que os custos de transferência de pessoal e equipamento de uma zona de guerra estão incluídos no orçamento. Obama pretende fazer um discurso na sexta-feira em Camp Lejeune, uma base dos Marines na Carolina do Norte, no qual deve anunciar passos para iniciar a retirada das tropas de combate norte-americanas do Iraque.   Ao incluir esses recursos, a Casa Branca afirma estar sendo mais transparente do que o governo George W. Bush, que requisitava fundos para as guerras por apenas alguns anos à frente. O governo Obama prometeu ainda acabar com os anos de gastos excessivos e atrasos nos programas de armas norte-americanos, afirmando que reformar o processo de aquisição é uma das maiores prioridades do Pentágono.   Em um esboço do Orçamento de 2010, o governo disse que as novas armas que estão sendo desenvolvidas atualmente estão entre as maiores, mais caras e tecnicamente complexas com as quais o Pentágono já lidou - o que aumenta os riscos de falhas de performance, aumento de custos e atrasos de cronograma. Para dar fim a tais problemas crônicos, o governo disse que vai atuar de forma severa contra a prática militar de acrescentar novas exigências depois que os programas de armas começam, além de estabelecer padrões rígidos antes que o financiamento do programa comece a ser usado.   O governo espera que os gastos dos Estados Unidos com as guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões de dólares, de acordo com uma importante autoridade do governo, frente aos US$ 190 bi de 2007. O custo das duas guerras cairá a US$ 130 bilhões no ano fiscal de 2010, que começa em 1 de outubro. As despesas anuais para a guerra cairão acentuadamente depois disso, para 50 bilhões de dólares anuais a partir de 2011, ano em que Obama prevê a retirada do Iraque.   As diretrizes também incluem um fundo de reserva de US$ 634 bilhões - financiado por elevação de impostos e cortes nos gastos - para o plano de Obama de reforma do sistema público de saúde, além de US$ 250 bilhões para estabilizar os mercados financeiros em caso de necessidade. "Ações adicionais provavelmente serão necessárias para estabilizar o sistema financeiro e, por meio disso, facilitar o crescimento econômico", diz a proposta. O documento esclarece que não se trata de um pedido formal de novos recursos de resgate. Esses US$ 250 bilhões poderiam ser usados para financiar US$ 750 bilhões em aquisições de ativos, levando-se em conta uma taxa de subsídio de 33%.   "Conforme os acontecimentos permitam, o governo trabalhará com o Congresso para determinar o tamanho e a forma adequados de tais esforços, e quando mais informações tornaram-se disponíveis o governo definirá uma estimativa de custos potenciais", informou a Casa Branca.

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