Obama quer reequilibrar economia global, Ásia teme protecionismo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu no sábado uma nova estratégia para reequilibrar o crescimento mundial, mas os líderes da região do Pacífico, reunidos para uma conferência neste fim de semana, alertaram para sinais de protecionismo por parte dos norte-americanos.

BILL TARRANT, REUTERS

14 Novembro 2009 | 16h50

Obama, que chegou a Cingapura no sábado para a conferência da comunidade de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, reiterou seu pedido para que se corrijam os desequilíbrios econômicos que muitos acusam de haver causado a crise financeira global.

A estratégia pede que os EUA tenham um nível de poupança mais alto, gaste menos, reforme seu sistema financeiro e corte seus déficits e suas necessidades de financiamento externo.

"Isso também significará uma ênfase maior nas exportações que podemos fazer para vender ao mundo todo", disse Obama num discurso em Tóquio, sua primeira parada na sua turnê asiática.

"Simplesmente não podemos voltar aos mesmos ciclos de aceleração e desaceleração que nos levaram a uma recessão mundial."

Dados recentes do governo americano sobre o déficit comercial dos EUA mostram que o país importou 36,5 bilhões de dólares mais do que exportou. Isso pode aumentar a sensação de urgência de Obama em seus esforços para buscar mais oportunidades de exportações para a China e outros países.

Líderes da comunidade, um grupo de 21 membros que responde por mais de metade de toda a produção mundial e 40 por cento do comércio global, começaram sua conferência de dois dias no sábado antes que Obama chegasse e resolveram fazer um esforço político maior para avançar nas discussões da Rodada de Doha de negociações sobre o comércio mundial, de acordo com um comunicado à imprensa publicado depois da reunião.

Eles também "reiteraram seu compromisso de rejeitar todas as formas de protecionismo", disse o comunicado.

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