Obama quer regras globais para utilização de aviões não-tripulados

O presidente Barack Obama, que aumentou o número de ataques com aviões não tripulados, chamados de drones, contra suspeitos de terrorismo no exterior, busca influenciar as diretrizes mundiais para a utilização do armamento agora que a China e outros países estão preparando a construção de sua própria tecnologia.

TABASSUM ZAKARIA, Reuters

17 de março de 2013 | 10h49

Os EUA foram os primeiros a usar aviões não tripulados equipados com mísseis para matar militantes suspeitos após os ataques em Nova York e Washington de 11 de setembro de 2001.

Mas outros países estão recuperando o tempo perdido. O interesse da China em veículos aéreos não tripulados foi demonstrado em novembro durante um show aéreo. De acordo com o jornal estatal Global Times, a China cogitou fazer o seu primeiro ataque com drone para matar um suspeito do assassinato de 13 marinheiros chineses, em 2011, mas as autoridades decidiram que queriam o homem vivo, para que pudessem levá-lo a julgamento.

"As pessoas dizem: 'O que acontecerá quando os chineses e os russos obtiverem esta tecnologia?' O presidente está bem ciente dessa preocupação e quer definir normas sobre essas ferramentas para a comunidade internacional", disse Tommy Vietor, que era porta-voz da Casa Branca até o início deste mês.

À medida que os combates terrestres dos EUA chegam ao fim - no Iraque, e estando próximo do fim no Afeganistão - o ataque antiterrorismo cirúrgico, se tornou "o novo normal", disse Vietor.

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