Obama rechaça possibilidade de ataque iminente contra Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rechaçou na terça-feira sugestões de que os EUA estão prestes a tomar uma decisão sobre uma possível ação militar contra o Irã, e prometeu adotar postura "sóbria" ao lidar com o programa nuclear iraniano.

REUTERS

06 de março de 2012 | 16h53

Em meio à crescente especulação de que Israel poderá atacar instalações nucleares do Irã nos próximos meses, Obama disse que os políticos norte-americanos que estão 'tocando os tambores da guerra' têm a responsabilidade de explicar os custos e os benefícios de uma ação militar.

Ele disse que a noção de que os Estados Unidos precisam fazer uma escolha nas próximas semanas ou meses "não se baseia em fatos".

Em uma conversa na Casa Branca na segunda-feira, Obama fez um apelo para o primeiro-minjistro israelense, Benjamin Netanyahu, por mais tempo para que as sanções internacionais contra o Irã e a diplomacia funcionem.

Obama insistiu que as opções militares continuam sobre a mesa, caso outros meios não consigam impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.

Netanyahu disse a Obama que Israel não tomou nenhuma decisão de atacar o Irã. Mas o premiê israelense também não deu sinais de recuar da possibilidade de realizar uma ação militar.

(Reportagem de Caren Bohan)

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