Obama recriará tribunais de Guantánamo com novas normas

Regras vão impedir confissões obtidas após maus-tratos e darão mais liberdade para a escolha de advogados

Efe,

09 de maio de 2009 | 00h56

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, restabelecerá os tribunais antiterroristas de Guantánamo com novas normas que darão mais direitos aos acusados, informa na sexta-feira, 8, The Washington Post.

 

Em artigo baseado em fontes governamentais anônimas, o jornal assinala que as novas regras impedirão a apresentação de confissões obtidas após maus-tratos, limitarão o uso de declarações ouvidas de terceiras pessoas e darão mais liberdade aos detidos para escolher seus advogados.

 

Os juízos serão reatados em território americano em vez de Guantánamo (Cuba), provavelmente em alguma base militar.

 

As organizações de direitos humanos americanos pediram que os tribunais especiais de Guantánamo sejam eliminados totalmente e que os detidos sejam julgados em cortes civis ou militares normais.

 

Segundo o jornal, o plano de manter os tribunais, embora com algumas regras novas, reflete o temor de que o governo possa perder alguns casos se julgar os prisioneiros em cortes comuns.

 

O governo de Obama pediu em janeiro uma suspensão dos processos em Guantánamo durante 120 dias que vence em 20 de maio e solicitará outra de 90 dias adicionais, de acordo com o jornal.

 

Depois desse prazo serão retomados os procedimentos paralisados, segundo o jornal.

 

O líder americano assinou no mesmo dia de sua posse uma ordem executiva para encerrar em um prazo de um ano a prisão de Guantánamo, na qual permanecem cerca de 241 detidos e para os quais o governo tem que buscar agora uma solução.

Tudo o que sabemos sobre:
GuantánamoEUAterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.