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Obama reitera que EUA não hesitarão em perseguir Al-Qaeda

Nova York faz cerimônia com leitura dos nomes das 2,752 mil vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001

Associated Press e Efe,

11 de setembro de 2009 | 10h43

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 11, que os Estados Unidos "nunca hesitarão na perseguição da Al-Qaeda", em um breve discurso no Pentágono, por ocasião dos atos em memória às vitimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Mais cedo, Obama liderou um minuto de silêncio nos jardins da Casa Branca para marcar o oitavo aniversário dos ataques. Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques.

 

Exatamente às 8h46 (hora local), quando o primeiro avião sequestrado por militantes da Al-Qaeda foi lançado contra a torre norte do World Trade Center, Obama e a primeira-dama Michelle Obama realizaram um minuto de silêncio na Casa Branca. Depois da homenagem, o presidente - no primeiro ato do 11 de Setembro desde que chegou ao poder - irá ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA e que foi também alvo dos atentados daquele dia, onde se reunirá com os familiares das vítimas. No local, onde caiu o último dos aviões, minutos antes das 10h daquele dia, morreram 184 pessoas, civis e militares.

 

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Em seu primeiro ato do 11 de Setembro como presidente, Obama, ao lembrar às vítimas, ressaltou: "mais uma vez paramos e voltamos a rezar como uma nação". Afirmou que a lembrança serve para lembrar "a beleza e o significado" das pessoas "inocentes" que morreram durante os ataques. "Não eram só inocentes deste país, eram de todos os lugares". "Vamos ser fortes, sólidos, assim tem sido e será para as nossas famílias. Vamos manter a determinação contra os que promoveram este ato deplorável. Tambpem contra seus aliados extremistas. E manteremos o compromisso de proteger a vida de nossos cidadãos", afirmou Obama.

 

Em um dia chuvoso, cerimônias são realizadas por todos o país, para lembrar as vítimas dos atentados em Nova York, em Washington e na Pensilvânia. Nova York também manteve um minuto de silêncio em tributo às vítimas dos atentados contra as Torres Gêmeas para iniciar, as cerimônias.

 

"Enquanto nossos corações se voltam para aqueles que perdemos, também lembramos todos os que espontaneamente ajudaram no que puderam e como puderam", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, antes de pedir que os presentes se unissem à homenagem em lembrança das vítimas. "Nova York prestará homenagem a todos os que perdemos, avivando o espírito de serviço que deu a nossa cidade espírito de esperança e nos ajudou a continuar fortes", acrescentou.

 

Após o primeiro minuto de silêncio, as igrejas e outros centros religiosos fizeram soar seus sinos pouco antes do início da leitura dos nomes das 2,752 mil pessoas que morreram nos ataques ao World Trade Center, um rito que, este ano, teve a participação do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

 

Este ano, essa tarefa corresponde, além de personalidades e familiares das vítimas, a voluntários que tentaram aliviar os efeitos dos atentados. A leitura da relação de vítimas, que, no total, será feita por 320 pessoas, foi interrompida também às 9h03 local (10h03 de Brasília), coincidindo com o momento em que o segundo avião sequestrado bateu na segunda torre. Voltará a ser interrompida às 9h59 (10h59 de Brasília) e às 10h29 (11h29 de Brasília), que marcam os momentos em que desabou cada uma das Torres Gêmeas.

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