Obama reitera seu comprometimento com o direito ao aborto

Presidente disse que 'filhas devem poder ter os mesmos direitos e oportunidades que os nossos filhos' nos EUA

AP,

22 de janeiro de 2009 | 21h17

O presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos devem encontrar um meio termo no debate sobre o aborto de maneira que "nossas filhas possam ter os mesmos direitos e oportunidades que os nossos filhos."   Obama venceu a corrida presidencial com um forte apoio das mulheres, e defendeu durante a campanha o direito de decidir sobre sua próprio gravidez, o que causou a repulsa dos ativistas contra o aborto.   A declaração de Obama desta quinta-feira, 22, marca o 36° aniversário da decisão da Suprema Corte no caso Roe versus Wade, que legalizou o aborto, e deixa claro que o novo presidente ainda apoia os direitos do aborto. Mas ele também disse que a decisão da corte representa um princípio governamental mais amplo: de que o governo não deve se intrometer nas questões familiares privadas.   "A lei de 1973 não somente protege a liberdade e a saúde das mulheres, mas representa um princípio mais amplo: que o Governo não deve se intrometer em assuntos familiares mais íntimos", disse Obama em uma declaração escrita.   Obama disse que todos devem trabalhar para evitar uma gravidez não desejada, reduzindo a necessidade de abortos, e apoiar mulheres e famílias nas decisões que tomarem. Ele disse também que há necessidade de encontrar um meio termo para expandir o acesso à contracepção a preços acessíveis, informações de saúde precisas e serviços preventivos.   Obama realizou o discurso durante uma manifestação de centenas de oponentes do aborto no National Mall.   Grupos como a Organização Nacional da Mulher (NOW, em inglês) realizam hoje atos de pressão para que Obama reverta as restrições ao envio de fundos americanos a organizações de planejamento familiar no exterior que "realizam ou promovem" o aborto.   Enquanto isso, em uma manifestação que acontece uma vez por ano desde 1974, dezenas de milhares de pessoas marcharam hoje até a Suprema Corte, em Washington, para exigir que Obama "impeça a morte intencional" dos que ainda não nasceram.   "Queremos que Obama seja um defensor dos direitos humanos, dos quais o mais fundamental é defender a vida dos inocentes, dos que não nasceram", disse à Agência Efe Julio Hurtado, um manifestante colombiano.   (com Efe)

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