Obama retoma campanha para reformar sistema de saúde

Obrigação de fornecer seguro para os funcionários prejudicaria crescimento de pequenas empresas

Efe,

03 de outubro de 2009 | 09h03

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retomou neste sábado, 3, sua campanha para reformar o sistema de saúde dos EUA e anunciou que seu governo promoverá medidas adicionais para promover a criação de fontes de emprego.

 

O presidente abordou os dois temas em seu habitual discurso dos sábados, após uma pausa de duas semanas durante as quais foi ao debate da Assembleia Geral de ONU em Nova York, à reunião do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) em Pittsburgh (Pensilvânia) e a Copenhague, onde promoveu - sem sucesso - a candidatura de Chicago para os Jogos Olímpicos de 2016.

 

Obama prometeu que, dentro dessas medidas adicionais, não retrocederá até que aqueles que buscam emprego o encontrem, até que as empresas que buscam capital e crédito para prosperar consigam e até que os proprietários responsáveis possam permanecer em suas casas.

 

Mas advertiu que a tarefa não será fácil e que exigirá novos alicerces para a economia dos Estados Unidos.

 

"Uma economia que dê capacidade e educação a trabalhadores que precisam competir, que invista em energia renovável e empregos para o futuro, que torne acessível o atendimento médico para famílias e empresas, especialmente as pequenas empresas, muitas das quais foram prejudicadas pelos crescentes custos da saúde", disse.

 

O presidente ressaltou que essas pequenas empresas são cruciais para a economia, por criarem cerca de metade dos novos empregos.

 

Obama falou um dia depois de o Departamento do Trabalho anunciar que o desemprego nos EUA chegou em setembro a 9,8%, o nível mais alto dos últimos 26 anos.

 

Esse número colocou dúvidas sobre um anunciado começo da recuperação econômica do país.

 

"Há empresas que querem contratar mais gente, mas não podem, porque não conseguem pagar o seguro (médico) de seus empregados", disse.

 

O presidente indicou que o projeto no Congresso justamente permitirá que as pequenas empresas paguem seguros através de um sistema de troca no qual poderão comparar preços, qualidade e serviços.

 

Acrescentou que a urgência dessa reforma é muito clara e agradeceu as contribuições para melhorar o projeto que legisladores de ambos os partidos possam apresentar.

 

Mas, ao mesmo tempo, advertiu: "não aceitarei nenhuma demora ou estagnação. Não aceitarei tentativas partidárias de bloquear a reforma a qualquer custo".

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