Obama sanciona lei que reforça laços militares com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou uma lei nesta sexta-feira para reforçar os laços militares EUA-Israel à medida que ele busca tranquilizar os eleitores judeus de seu compromisso com a aliança dos dois países, na véspera de uma visita a Israel de seu rival republicano nas eleições presidenciais, Mitt Romney.

MATT S, Reuters

27 de julho de 2012 | 15h36

Obama usou uma cerimônia na Casa Branca para anunciar que os Estados Unidos em breve fornecerão a Israel mais 70 milhões de dólares em financiamento para o seu escudo de foguetes de curto alcance conhecido como "Cúpula de Ferro", um projeto fortemente apoiado pelo poderoso lobby norte-americano pró-Israel.

Seu foco no reforço da cooperação com Israel pareceu programado para Romney, que já acusou o presidente de minar a relação de Washington com o seu parceiro número um no Oriente Médio.

Romney, cuja visita a Londres na semana dos Jogos Olímpicos foi assolada por tropeços diplomáticos, viajará no sábado para Israel, uma parada que seus assessores esperam que agrade os eleitores judeus em casa.

Ele deverá manter conversações no domingo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que tem uma relação tensa com Obama.

Enquanto Obama assinava a lei em sua mesa no Salão Oval, ele disse que ela ressaltava "o compromisso inabalável" de seu governo para a segurança de Israel. O Congresso aprovou a legislação na semana passada com um amplo apoio de republicanos e democratas.

"Eu fiz disso uma prioridade na minha administração para aprofundar a cooperação com Israel através de todo um espectro de questões de segurança", disse Obama no Salão Oval.

Ele estava ladeado pela senadora Barbara Boxer e pelo deputado Howard Berman, patrocinadores do projeto de lei, e vários proeminentes líderes judaicos, incluindo Lee Rosenberg, presidente do Aipac, o lobby pró-Israel, e Richard Stone, presidente da Conferência dos Presidentes das Principais Organizações Judaico-Americanas.

Obama, criticado por alguns dos defensores de Israel nos EUA por ser duro demais com um aliado próximo, quer reforçar o seu apoio entre os eleitores judeus, que poderiam revelar-se decisivos em Estados como Flórida e Pensilvânia na eleição presidencial de 6 de novembro.

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