Obama se despede da avó e espalha suas cinzas no mar do Havaí

Meia-irmã de presidente eleito disse que ele teve uma chance de 'chorar e processar emocionalmente' a perda

REUTERS

24 de dezembro de 2008 | 14h52

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, prestou na terça-feira, 23, suas últimas homenagens à falecida avó que ajudou a criá-lo, antes de espalhar suas cinzas no litoral havaiano. Madelyn Dunham, a quem Obama chamava de Toot (diminutivo de "tutu", "avó" no idioma havaiano), ficou com ele quando a mãe de Obama mudou-se para a Indonésia. Ela foi decisiva na formação de Obama - que a considerava "a rocha" da família -, mas não viveu para ver a eleição dele. Com câncer, morreu aos 86 anos apenas dois dias antes da eleição de 4 de novembro.   Veja também: O gabinete do presidente eleito Obama esteve no Havaí durante a campanha para vê-la pela última vez, mas não pôde ir à cerimônia de cremação. Na terça-feira, finalmente despediu-se dela, ao lado de amigos e parentes, como a esposa, Michelle, as filhas, Malia e Sasha, e a meia-irmã, Maya Soetoro- Ng. Obama está passando duas semanas de férias em seu Estado natal antes de voltar ao continente para os preparativos para a posse, em 20 de janeiro.   A mídia foi mantida afastada do local da cerimônia, na Primeira Igreja Unitária, em Honolulu. Em seguida, Obama e cerca de 12 outras pessoas viajaram até o mirante Lanai, no extremo sudeste da ilha de Oahu, onde pularam um muro e desceram até as rochas à beira-mar para espalhar as cinzas. Ali mesmo, há mais de dez anos, Obama espalhou as cinzas da sua mãe, também morta de câncer. Em nota divulgada antes da cerimônia, a meia-irmã de Obama disse que o presidente eleito teria uma chance de "chorar e processar emocionalmente" a perda dessa mulher tantas vezes citada por ele durante a campanha. "Ela provou ser uma espécie de pioneira", escreveu Obama na autobiografia Dreams From My Father. Ele lembrou que ela foi "a primeira mulher a ser vice-presidente de um banco local", onde começou como secretária para arcar com as despesas acarretadas pelo inesperado nascimento dele. Em outubro, Obama largou a campanha para visitar a avó agonizante. Disse que não gostaria de repetir o mesmo erro de 1995, quando a mãe morreu antes que ele pudesse vê-la uma última vez. Em discursos e entrevistas, Obama atribui muitos traços do seu caráter à avó, que o criou na ausência da mãe viajante e do pai, que morava no Quênia e também morreu precocemente.

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