Obama sela 'relação' especial com a Grã-Bretanha

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi recebido com pompa real no palácio de Buckingham nesta terça-feira, em viagem de dois dias destinada a garantir que os EUA e a Grã-Bretanha mantenham o traço "especial" no seu relacionamento.

JEFF MASON E STEVE HOLLAND, REUTERS

24 de maio de 2011 | 20h44

Obama, que está em visita a quatro nações europeias, ouviu a saudação de 41 tiros na elaborada cerimônia de chegada e acompanhou a rainha Elizabeth e seu marido, o príncipe Philip, em um tour pelo palácio. Um jantar de estado concluiu o dia.

"O nosso relacionamento está baseado na língua comum, na história comum, na adesão combinada ao Estado de Direito, aos direitos dos homens e das mulheres - os mesmos ideais que nasceram neste país", disse Obama, vestindo uma gravata branca, em um brinde no início do jantar.

"Conforme nós enfrentamos os desafios do século 21, juntos, nós podemos ter confiança na parceria que os nossos dois países compartilham."

AMIGOS ESPECIAIS

No jantar de terça-feira, a rainha - que fez piadas sobre as diferenças no uso da língua inglesa entre britânicos e norte-americanos - reforçou os laços culturais que ligam os dois aliados. "Estamos aqui para celebrar a tentada, testada e, sim, especial relação entre os nossos dois países", disse.

O jantar ocorreu no ornado salão do palácio, preparado para receber 170 convidados, incluindo personalidades como o ator Tom Hanks e o empresário Richard Branson.

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, usava um vestido longo, branco e sem mangas, com uma luva branca que ia até o seu cotovelo.

O jantar aconteceu no final de um dia que foi repleto de simbolismo e pompa. O canhão cerimonial soou quando Obama e a esposa se juntaram à rainha, Philip, e ao herdeiro ao trono, príncipe Charles, no terraço oeste do palácio de Buckingham para a cerimônia formal de chegada.

Ao longo do dia, o presidente visitou o primeiro-ministro birtânico David Cameron.

Ainda que os dois governos tenham pontos de vistas diferentes sobre assuntos como a Líbia, no qual norte-americanos parecem menos interessados do que os europeus em liderar uma batalha, Obama e Cameron reforçaram o status único das relações conjuntas entre EUA e Grã-Bretanha em um artigo no Times de Londres.

"Não é só especial, mas um relacionamento essencial", escreveram. "Não é apenas a história que nos coloca lado a lado. Seja em guerras ou reconstruindo a economia, as nossas necessidades e crenças são as mesmas."

Tudo o que sabemos sobre:
EUAOBAMAREINOUNIDO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.