Obama tenta pressionar republicanos sobre corte de impostos

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama procurou neste sábado aumentar a pressão sobre os republicanos para apoiarem uma extensão no corte de impostos para trabalhadores norte-americanos, o que ele vê como vital para ajudar a economia frágil.

CAREN BOHAN, REUTERS

03 de dezembro de 2011 | 09h38

A proposta de Obama para renovar um imposto temporário sobre folha de pagamento de férias teve uma recepção morna dos republicanos que dizem que não estimularia muito o crescimento econômico e enfraqueceria o programa de reforma da previdência social.

Sem ação do Congresso até o final do ano, o imposto seria revertido para 6,2 por cento ante taxa atual de 4,2 por cento.

Obama alertou que o fracasso na extensão do corte seria um enorme golpe na economia. "Agora é a hora de pisar no acelerador, não pisar no freio", afirmou em seu programa de rádio semanal, transmitido pela Internet.

O presidente pediu aos americanos para visitarem o site da Casa Branca para calcular como sua renda familiar seria afetada pela expiração do corte de impostos de folha de pagamento. "Experimente. Então deixe que seu membros do Congresso saibam onde você está."

Na quinta-feira, o Senado derrubou versões concorrentes da legislação que estenderia o corte de impostos de folha de pagamento. A votação expôs divisões entre os republicanos, já que muitos se recusaram a apoiar uma versão do projeto de lei apresentada por suas lideranças.

Enquanto muitos republicanos estão sem entusiasmo sobre o corte de impostos de folha de pagamento, outros temem que poderiam sofrer consequências nas eleições parlamentares e presidenciais em novembro do ano seguinte, se eles forem vistos como aqueles que bloqueram uma redução de impostos para a classe média norte-americana.

Obama está às voltas com índices de aprovação fracos por causa da economia sem brilho e do alto desemprego. Qualquer melhoria na economia ajudaria suas chances de ganhar mais um mandato de quatro anos no cargo.

Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho informou que a taxa de desemprego caiu para 8,6 por cento em novembro, ante 9 por cento em outubro, oferecendo um sinal de esperança para a economia.

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