Obama: tratado com a Rússia é imperativo para segurança nacional

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que a ratificação de um novo tratado sobre armas nucleares fechado com a Rússia este ano é imperativo para a segurança nacional, e que ele está confiante nas chances de conseguir votos suficientes no Senado para obter a ratificação.

REUTERS

18 de novembro de 2010 | 16h07

"O que está em jogo para a segurança nacional norte-americana está claro e é muito importante", disse Obama a jornalistas na Casa Branca durante reunião com ex-secretários de Estado republicanos e democratas, senadores e funcionários do gabinete.

Obama disse que o tratado é um dos elementos fundamentais das relações dos EUA com a Rússia, indo além da segurança nuclear, e observou que o governo de Moscou foi "fundamental" ao ajudar a impor sanções fortes contra o Irã, para fazer frente ao programa nuclear iraniano.

"Não podemos nos dar ao luxo de fazer apostas com nossa capacidade de verificar as armas nucleares estratégicas da Rússia e não podemos colocar em risco os avanços que fizemos no sentido de garantir a segurança de materiais nucleares vulneráveis ou manter um regime de sanções fortes contra o Irã", disse o presidente.

A Casa Branca quer que o Senado vote a ratificação do tratado nas últimas semanas de trabalho do Congresso atual.

Os democratas temem que, se a ratificação for adiada para o próximo ano, o tratado possa enfrentar dificuldades maiores, porque a maioria democrata no Senado será menor em função dos avanços obtidos pelos republicanos nas eleições parlamentares do início de novembro.

O senador republicano John Kyl, figura chave nas negociações com a Casa Branca sobre o tratado, disse esta semana que acha que não há tempo suficiente para analisar o assunto ainda este ano.

Obama e o presidente russo, Dmitry Medvedev, assinaram o novo tratado Start em abril, substituindo o acordo Start anterior, cuja vigência chegou ao fim em dezembro passado. Pelo novo tratado, os ex-adversários na Guerra Fria se comprometem a reduzir suas armas nucleares em cerca de 30 por cento, para não mais de 1.550 ogivas, no prazo de sete anos.

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