Obama vai usar 'todos os poderes criativos' para alcançar a paz no Oriente Médio

Presidente americano assegurou EUA e Israel 'serão sempre aliados e amigos inseparáveis'

Efe,

21 de junho de 2011 | 02h35

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta segunda-feira usar "todos os poderes criativos" de seu governo para alcançar a paz no Oriente Médio.

 

Em discurso em um ato de arrecadação de fundos organizado por doadores democratas judeus, Obama assegurou que a "mensagem mais importante da noite" era a de que Estados Unidos e Israel "serão sempre aliados e amigos inseparáveis".

 

"Pode ser que haja diferenças táticas" sobre como resolver as diferenças entre israelenses e palestinos, mas os dois países compartilham o objetivo de alcançar a paz, ressaltou o presidente americano.

 

Desta forma, Obama tenta tranquilizar os eleitores judeus, que tradicionalmente apoiaram em sua maioria os candidatos democratas mas que percebem com inquietação as diferenças entre sua administração e o governo israelense.

 

Em maio, o presidente americano pronunciou um discurso sobre o Oriente Médio no qual propôs um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967.

 

Na chamada "Guerra dos Seis Dias", em 1967, Israel ocupou a Península do Sinai - que devolveria ao Egito em 1978 devido aos acordos de Camp David -, Gaza, Cisjordânia e as Colinas de Golã.

 

Apenas um dia depois desse discurso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou após uma reunião com Obama no Salão Oval que o retorno às fronteiras de 1967 é impensável.

Netanyahu também rejeitou uma fronteira desmilitarizada ao longo do Rio Jordão, outra das propostas de Obama.

 

No ato desta noite, organizado em um hotel de Washington pelo grupo "Americans in Support of a Strong US-Israel Relationship" (Americanos em apoio a uma firme relação EUA-Israel), Obama insistiu que, dada a estagnação em que se encontra o processo de paz, tanto EUA como Israel devem olhar a situação "com olhos novos".

Tudo o que sabemos sobre:
EUA, Israel, Oriente Médio, paz

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.