Obama vê avanço na construção de acordo "histórico' de livre comércio no Pacífico

Obama vê avanço na construção de acordo "histórico' de livre comércio no Pacífico

Autoridades dos EUA haviam descartado um grande anúncio sobre a ambiciosa Parceria Trans-Pacífico, que engloba 12 países

MATT S, REUTERS

10 Novembro 2014 | 10h54

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira ver potencial para um acordo de livre comércio apoiado por Washington para a região da Ásia-Pacífico, após chegar a Pequim para uma viagem de oito dias pela Ásia.

Autoridades dos EUA haviam descartado um grande anúncio sobre a ambiciosa Parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês), que engloba 12 países, durante a visita de Obama a Pequim, onde foi participar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) e se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping.

Mas líderes empresariais que foram ao evento têm buscado sinais de progresso sobre a TPP, especialmente à medida que a China pressiona por um plano de trabalho de um outro acordo comercial chamado Área de Livre Comércio da Ásia-Pacífico (FTAAP, em inglês).

Obama disse que a TPP, que enfrenta um impasse principalmente por causa do desentendimento dos EUA e do Japão sobre como os japoneses abrirão suas portas para exportações agrícolas, tinha o potencial de ser uma “conquista histórica”.

“Durante as últimas semanas, nossas equipes fizeram bom progresso para resolver diversas questões extraordinárias sobre um potencial acordo. Hoje é uma oportunidade para nós, no nível político, superarmos alguns dos empecilhos restantes”, disse Obama em uma reunião de líderes da TPP na embaixada dos EUA.

“O que estamos vendo é um impulso acerca da Parceria Trans-Pacífico que pode trazer maior crescimento econômico, crescimento de empregos, estabelecer padrões mais altos para comércio e investimentos em toda a região da Ásia-Pacífico.”

Há quem veja um estudo proposto sobre o plano da FTAAP, que será apresentado a líderes da Apec para aprovação nesta semana, como uma maneira de tirar a atenção da TPP, que exclui a China.

Líderes da TPP disseram em um comunicado divulgado após a reunião que permaneciam abertos à inclusão de “outros parceiros regionais que estejam preparados para adotar seus altos padrões”.

Obama chega à China buscando mostrar um novo comprometimento de sua administração com a Ásia, visto como um esforço para contrabalancear a crescente influência regional da China. A TPP está no cerne econômica desse esforço.

Seu desafio será superar o ceticismo entre alguns aliados asiáticos sobre se os EUA podem se envolver totalmente com a região mesmo estando preocupado com crises globais que vão desde militantes islâmicos radicais na Síria e no Iraque, à difusão do Ebola e o conflito na Ucrânia.

A TPP estabeleceria um bloco de livre comércio que iria do Vietnã até o Chile e o Japão, abarcando cerca de 800 milhões de pessoas e quase 40 por cento da economia global.

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