Obama viaja à Flórida para defender investimentos em infraestrutura

O presidente dos EUA, Barack Obama, entrou nesta sexta-feira por um gigantesco túnel que está em construção no porto de Miami, numa viagem programada para dar destaque às suas propostas de ampliar investimentos em infraestrutura e se mostrar como um líder focado no crescimento econômico.

JEFF MASON, Reuters

29 de março de 2013 | 16h49

"Minha mensagem é clara, vamos fazer", disse Obama em discurso após visita à obra. "Vamos reconstruir este país que amamos."

Obama tenta convencer o Congresso a aprovar verbas para projetos de reconstrução de estradas, pontes e outros obras de infraestrutura.

Obama disse --como já fizera antes--, que gostaria de desenvolver um banco nacional de infraestrutura, capitalizando-o com 10 bilhões de dólares. A ideia é trazer financiamento do setor privado. Além disso, Obama agregaria 4 bilhões para patrocinar dois programas usados para liberar verbas a projetos como o túnel de Miami.

Os republicanos relutam em apoiar um plano com gastos públicos, depois do criticado estímulo econômico de 787 bilhões de dólares que Obama conseguiu aprovar no Congresso em 2009.

Desde que foi reeleito, em novembro, Obama tem priorizado a discussão sobre uma reforma imigratória e sobre uma lei de controle de armas. Mas seu discurso do Estado da União, em fevereiro, continha medidas de apoio à economia, e na viagem à Flórida ele incorporou detalhes a essas propostas.

Alan Krueger, economista-chefe da presidência, disse a jornalistas que as três principais propostas do presidente custariam cerca de 21 bilhões de dólares, mas que cortes feitos em outros setores evitariam um aumento do déficit público.

A proposta orçamentária de Obama para o ano fiscal de 2014, a ser divulgada em 10 de abril, irá detalhar as formas de financiamento, segundo Krueger. Todas as propostas exigiriam aprovação parlamentar.

A Casa Branca acredita que um aumento nos investimentos em infraestrutura tornariam os EUA mais competitivos, ao mesmo tempo em que estimulariam o setor da construção, que ainda enfrenta níveis elevados de desemprego.

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