Obama visita memorial do Pentágono para marcar o 11/09

Em seu primeiro ano de governo, presidente se encontrará com familiares e falará sobre a importância da data

Agência Estado e Associated Press,

11 de setembro de 2009 | 09h08

Local em que ficavam as duas torres do World Trade Center atacadas em 11 de setembro. Foto: AP 

 

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem nesta sexta-feira seu primeiro 11 de setembro na liderança do país, envolvido em duas guerras que se seguiram aos ataques terroristas de 2001, durante o governo George W. Bush. O presidente visitará o memorial do Pentágono em homenagem às vítimas do 11 de Setembro, e também se encontrará com parentes dos mortos.

 

Veja também:

link11/09: 'Desafio é convencer de que guerra é necessária'

linkComunidade árabe se organiza para superar preconceito

linkMuseu divulga acervo de imagens inéditas do 11/9

mais imagens Fotos: Algumas das imagens do projeto 'Make History'

especialEspecial: Marcas do Terror

 

Obama era um senador de Illinois, de 40 anos, quando os ataques ocorreram. Na época, divulgou um comunicado pedindo melhorias na segurança, a fim de se desmantelar essas "organizações de destruição", mas também que se "entendesse as fontes de tal loucura". O texto do então pouco conhecido senador, porém, nunca chegou nem aos jornais de Chicago.

 

Na época, os olhos dos EUA estavam voltados para Bush, que prometeu uma dura resposta aos ataques que mataram quase 3 mil pessoas. Oito anos depois, Obama tem a voz e o poder, mas ainda não está claro como vencer o terrorismo.

 

A opinião pública olha com mais temor o envolvimento dos norte-americanos no Afeganistão, com o aumento do número de mortes. Além disso, o país retira suas tropas do Iraque, segundo um cronograma estabelecido com o governo local, mas em um ritmo mais lento que o defendido pelo candidato Obama.

 

A frase "guerra ao terror" perdeu espaço na nova administração. Obama a evita, para não ofender os muçulmanos. De qualquer modo, ele também dá declarações incisivas sobre a importância de se obter segurança para o país.

 

Desde 2001, o medo dos terroristas perdeu espaço entre os norte-americanos para outras preocupações, como economia, saúde e desemprego, segundo pesquisas. Assim, o desafio de Obama é tratar do terrorismo e combater a Al-Qaeda, sem perder o foco no restante da agenda.

 

Afeganistão

 

Tropas norte-americanas realizaram uma corrida, no Afeganistão, para marcar os ataques de 11 de setembro de 2001. Aproximadamente mil militares correram 9,11 quilômetros na principal base dos EUA no país, Bagram. A invasão do Afeganistão ocorreu em outubro de 2001, derrubando rapidamente o regime do Taleban. Na sequência, porém, os militantes se reagruparam e ganharam força maior nos últimos três anos.

 

Em Londres, uma cerimônia marcará o oitavo aniversário dos atentados terroristas nos EUA. Serão lembrados os 67 britânicos mortos nos atentados, entre eles os dois aviões lançados contra as Torres Gêmeas, em Nova York. No total, quase 3 mil pessoas morreram nos ataques em Nova York, Washington e na Pensilvânia.

Tudo o que sabemos sobre:
EUABarack Obama11/09

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.