OEA envia analistas ao Haiti para revisar resultados das eleições

Serão avaliadas as práticas e procedimentos usados durante a tabulação dos votos após o pleito presidencial de 28 de novembro

Efe,

31 de dezembro de 2010 | 03h24

Analistas da Organização dos Estados Americanos (OEA) viajaram para o Haiti para participar do processo de revisão dos questionados resultados das eleições presidenciais e legislativas de novembro, informou o organismo na quinta-feira, 30.

Em comunicado, a OEA informou que os analistas já estão no país e reforçarão a Missão de Observação Eleitoral Conjunta OEA-Caricom em uma missão de verificação e em outra de assistência técnico-jurídica.

A missão de verificação avaliará as práticas e procedimentos usados durante a tabulação dos votos após o pleito presidencial de 28 de novembro.

Posteriormente, a missão de assistência técnico-jurídica ajudará na fase de processamento de impugnações, além de assistir as audiências do Tribunal Nacional de Reivindicações Eleitorais, explicou o comunicado.

As duas missões apresentarão relatórios com suas recomendações ao governo do Haiti, apesar de a OEA não ter precisado quando isso acontecerá.

A Missão de Observação Eleitoral Conjunta OEA-Caricom "é consciente das limitações de tempo em relação ao processo eleitoral e fará o possível para realizar seu trabalho cuidadosa e exaustivamente no menor tempo possível", disse.

Uma crise foi iniciada no Haiti assim que os resultados preliminares do pleito foram divulgados, em violentos distúrbios que deixaram pelo menos quatro pessoas mortas.

Segundo os dados oficiais, a vencedora do primeiro turno das eleições é a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, que obteve 31,37% dos votos, contra 22,48% do governista Jude Celestin.

Se os resultados forem confirmados, o candidato e cantor Michel Martelly, que somou 21,84% dos votos, ficaria de fora do segundo turno, previsto para 16 de janeiro.

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